Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2007

(1) A Tempestade que não entra...

A Tempestade que não entra...


Vejo à minha frente

Um caminho diferente

Um caminho que se diz contente...

Mas eu...

Perco-me no meio de palavras divergentes...

O sonho, só, não basta

Preciso de algo que me afaste

Da ilusão, da incerteza, da incoerência.

A realidade, apenas, não é suficiente

Quero acreditar e confiar nos meus instintos...

Nas minhas vontades...

O nevoeiro, calmamente regressa à minha vida.

Uma nova estação se apresenta.

O vento bate à minha porta

Mas a passividade impede-me de a abrir

Impedindo também que me transforme...

Impedindo que me permita a modificar...

Impedindo um turbilhão de emoções...

Impedindo uma tempestade capaz de lavar as feridas mais profundas...

Quero-te como um furacão.

Quero-te como uma catástrofe,

Como algo capaz de me deitar abaixo...

Mas que em seguida me dê a mão para me erguer outra vez.

E assim de cara e alma lavada talvez mude o meu caminho...

E assim talvez siga mais uma vez por estradas erradas

na esperança de um dia voltar a encontrar-te...

 

Inês Montenegro

publicado por poesiaemrede às 18:00
link do post | comentar | favorito
12 comentários:
De anaisidoro2 a 21 de Fevereiro de 2007 às 15:26
Muito bem! A minha afilhada tem jeito para isto. Boa sorte. da tua "Madrinha" Ana Isidoro.
De Anónimo a 25 de Janeiro de 2007 às 20:44
Muito agradável de se ler, cheio de pequenos pormenores.
Parabéns Inês
De Anónimo a 18 de Janeiro de 2007 às 13:44
Simplesmente magnifico... nem sempre é fácil expressar-mos de forma tão brilhante os "nossos" sentimentos! Muitas vezes temos de percorrer caminhos mais agitados, pra atingirmos a acalmia desejada.

Parabéns
Ana Paula
De Psi2 a 18 de Janeiro de 2007 às 02:03
Muito mais importante que o poema, são as amizades aqui manifestadas pela autora. Parabéns!
De Katia a 17 de Janeiro de 2007 às 19:58
Bom demais! sem duvida o melhor!!! ;)
Beijinhos
De Katia a 17 de Janeiro de 2007 às 19:57
Bom demais! sem duvida o melhor!!! ;)
Beijinhos
De Xinta a 17 de Janeiro de 2007 às 12:14
Muito...bom...
De Desabafos Adulterados a 17 de Janeiro de 2007 às 10:23
por vezes há de seguir pelos caminhos mais espinhosos para encontrar o botão do mais belo amor...
De pb a 17 de Janeiro de 2007 às 10:11
Migaaa, amei teu poema, melhor dos melhores.
Parabéns e continua trazendo até nós teus escritos.
Beijosss
De vanda a 17 de Janeiro de 2007 às 00:25
miúda, nunca pensei. parabéns! e é isso mesmo ;)

Comentar post

. Índice dos Poemas de Amor

.Poemas a Concurso

. Publicação Final

. (152) Cinzas

. (151) Sentei-me à beira-m...

. (150) Caí na desgraça

. (149) O amor é o fim

. (148) Um Mundo de Sonho/U...

. (147) O tempo

. (146) Não foi à primeira

. (145) Amor

. (144) Deixa o sol saber e...

. (143) Do Amor

. (142) História de vida (A...

. (141) Te quero...

. (140) Infinito

. (139) Sonhar é viver...

. (138) Momento de Amar

. (137) Amar com seis senti...

. (136) "Sem título"

. (135) Poema Tropical

. (134) O que sinto : é amo...

. (133) Play

. (132) Continua*

. (131) Tu és...

. (130) Amor de Noite e Dia

. (129) Aparece

. (128) Graças a ti...

. (127) Je T' Aime

. (126) Amanhecendo em ti

. (125) Sentimento do Amor

. (124) Querer Bem

. (123) Magia transparente

. (122) Margens de mim

. (121) Sou... Ser...

. (120) Hoje olho-te

. (119) Moras num livro

. (118) Pra que nome?

. (117) Solidão

. (116) "Triefe"

. (115) Partiste, sem satis...

. (114) União

. (113) Ode Única

. (112) Lá na esquina da ca...

. (111) Amor

. (110) Sinto...

. (109) Paixão Proibida!

. (108) Momento

. (107) Os olhos do meu amo...

. (106) Quero cada uma das ...

. (105) Tempo

. (104) O que é o amor?...

.Mais Poemas

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

Limitações na base dos Blogs SAPO não nos permitem publicar, conforme prevíamos, um link directo para os primeiros poemas. Aos visados as nossas desculpas.

.links

.Poesia em Rede


. Poesia em Rede

. seguir perfil

. 18 seguidores

blogs SAPO

.subscrever feeds