Quinta-feira, 22 de Março de 2007

(119) Moras num livro

Moras num livro


Moras num livro envelhecido pelo tempo
Em que encerrei o teu corpo, príncipe da fantasia
Na infância longínqua em que o destino nos sorria
E onde te fiz cativo da infinidade de um momento.

Hoje abri esse livro com perfume a nostalgia
E de novo te amei em cada promessa louca e renovada.
Estavas inteiro, esculpido nas palavras da poesia
De semblante efebo e de olhar quedo no nada.

Infante forjado numa manhã serena e fria,
Desejo seria colher-te das descoradas folhas de papel,
E levar-te a beijar o vento nas asas de um corcel

Sou a mesma criança absorta e de face vazia,

De olhos negros e fundos como o coração da noite.
Moras num livro, onde o idílico amor ainda é doce...


@utora - Júlia Adriana Moura

publicado por poesiaemrede às 12:43
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3 comentários:
De Carlos Pereira a 29 de Março de 2007 às 14:39
Gostei muito; sinto, em parte, o que o poema parece traduzir; tudo de bom; escrevi aqui o poema , 1º poema do bambú melodioso; bjs Carlos
De Mel de Carvalho a 28 de Março de 2007 às 22:21
Os meus sinceros parabéns por este poema. Gostei particulamente.

Bjs da Mel de Carvalho

(também a concorrer, com o nº 100).
De Suspiro Escondido a 28 de Março de 2007 às 01:40
maravilhoso!!!

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