Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

(8) Amo(r)te

"A m o (r) t e"

Estamos os dois no café, sentados,
E as palavras fogem-me e o momento,
E os pensados e os sabidos e os achados
Fogem com o tempo.
E ele vai-se passando. E passa! -
Como o vento; não!, Como o mar ou a maré
Ou como as ondas que no fim desaparecem.

É preciso agir, e saber, porque no fundo,
As palavras, assim como o amor, perecem...
Meu amor, tomemos para nós o mundo!
Guardemos as nossas lembranças e os fados
Que os meus fados foram por fim levados
Pelo vento; não!, Pelo mar ou pela maré,
Ou pelos relógios que estão adiantados.

Talvez não; e talvez já seja tarde demais,
Mas será que no fim, isto foi suficiente?
Decerto que não, decerto que eu queria mais.
Decerto que me contento com o olhar,
Mas quero o calor!, Quero a emoção, o transtorno, a ligeireza,
Todas essas sensações que vêm com o sabor
De um pedaço amargo de solidão
E talvez amor à mistura! Ou talvez não.

Estamos os dois no café, sentados,
E eu penso em ti, sem que as palavras me saiam.
E eu olho por ti, no silêncio da noite,
Onde as palavras voam tristes pelo céu
E isto não é mais que um mundo teu.

Autor: Luís Mendes
publicado por poesiaemrede às 00:53
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4 comentários:
De Vlad a 2 de Fevereiro de 2007 às 13:48
Para que o amor e as palavras não pereçam temos a Poesia (como esta). Gostei bastante ;)
De Clitie a 27 de Janeiro de 2007 às 16:23
Genial!
De psi2 a 16 de Janeiro de 2007 às 17:05
Sim, um poema intenso, mas também cheio de incertezas e de dúvidas!...
De Pedro Leitão a 14 de Janeiro de 2007 às 19:22
sem dúvida um dos melhores poemas aqui presentes... suponho que gosto especialmente por ter um estilo de pensar semelhante ao meu... muito bom mesmo :)

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