Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

(80) Meu coração parou

Meu coração parou

Os dias passam
As horas correm
As certezas morrem,
E os olhos choram
Choram por não saber,
Saber se um dia me amaste,
E eu não paro de sofrer
Com a ilusão que criaste
Mataste o artista
Sem sequer dar uma pista
Do que no teu coração morrera
Esse amor que alguma vez batera.
Sei que não errei
E triste então fiquei
Pois no fim disto tudo
Descobri que em ti me enganei
E agora dizem que fui sortudo
Porque contigo acabei.
E eu respondo, não!
Não consigo apagar
Esta incessante paixão
Deixar de te amar
Sentir que acabou,
Não, só sei que o meu coração parou.

                                                  Escrito por: Aurélio de Sousa

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(79) O amor é...

O AMOR É...

O Amor, é como uma onda,

É uma onda de prazer

Que invade o nosso espirito sem que nós

Possamos algo fazer para nos defender.

O Amor, é como lava de vulcão

Que escalda e derrete o nosso coração.

É felicidade, é prisão,

É como um cão raivoso que ataca sem perdão.

O Amor, é um elástico

Que se estica tanto que acaba por quebrar.

É faca, é bisturi, é um fantástico

Instrumento de corte que acaba muitas vezes

Por matar.

O Amor é sádico,

Faz todo e qualquer comum mortal sofrer,

Mas apesar de ser sádico todos querem senti-lo,

E ver correr da torneira do coração

Um enorme fio de prazer.

José Ferreira

publicado por poesiaemrede às 00:48
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(78) Verbo Amar

Verbo Amar
 
                                            Aproveito a noite inteira
                                            Para me inspirar
                                            E de outra maneira
                                            Mostrar-te o verbo Amar.
 
                                            Pois não existe nada melhor   
                                            Que o som do escuro
                                            Para pensar no amor,
                                            Que sinto e quero para o futuro.
 
                                            Esteja acordado ou a dormir
                                            És tu quem eu vejo,
                                            Beijar-te, tocar-te e até te ouvir
                                            Esse é o meu desejo.
 
Bruno Assis Paixão
publicado por poesiaemrede às 00:38
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(77) Ofício de Amar - poema no feminino

Ofício de Amar - poema no feminino


Todos os ofícios requerem estudo
Mas o de amar precisa de braços, mãos calejadas,
Suor para erguer as pedras do nosso edifício.

Se a paixão sorri ao virar das esquinas,
O amor, ah! o amor de argamassa, pedra e cal,
Esse amor constrói-se das ruínas.

O ofício de amar deve ter um princípio, um meio e um fim.
Gostaria de não saber fazer outra coisa:
Amar. Amar-te. Dar tudo de mim.


Revel

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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007

(76) Reparei


Reparei,
 
suas mãos, rebustas,
passavam meu corpo num árduo, desejo.
Seus lábios quentes e envolventes,
seu corpo, corpo meu, profundo amor.
Seu sorriso latente, permanente,
talvez por ser maduro ou vivera simplesmente.
Seus passos ligeiros,
encantavam olhares perversos,
e meus encantados por perversidade alheia.
Chamas de encanto e tanto brilho,
saudades d'abraços e sussurros ao ouvido.
 
E esperança que um dia volte.
 
 
Janete Sequeira, 15
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(75) Ser tua

Ser tua

Uma coisa vou-te contar
Que já devias saber:
Se não for para te amar
Então não quero viver

Contigo partilhar
Momentos de prazer
É tão bom te amar
Porque e que me queres ver sofrer?

Tu fazes-me feliz
Sempre fizeste, sempre hás-de fazer
És só tu quem eu sempre quis
Sempre mesmo até morrer

Era bom na realidade
Que também gostasses de mim
Entende que te amo de verdade
Nunca amei ninguém assim

Não tentes fingir
Que este amor que sinto
Depressa vai partir
É tão verdadeiro
Como foi o primeiro
Porque e por aquele
Por quem quero sentir...


Sofia Coelho
publicado por poesiaemrede às 01:22
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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

(74) Arco-Íris

Arco-Íris
 
Fechei os olhos, cerrei-os para o sonho de ti
E corri para os teus braços envolventes,
Tão cheios de amor e mil mundos sem fim,
Protegida sob os teus olhos brandos e diligentes,
Brincando e sorrindo como nunca sorri.
E corri e de tão solta já voava
Ouvindo sons tão belos que a tua alma me cantava
E tão tua há tanto tempo te amava.
 
Meu anjo, que com asas de profeta do éter desceste
Abandonando o teu lar tão lindo e celeste
Tendo como único intento a realização deste amor.
Oh minha Ilusão que de mim tiraste a dor
Diz-me que me levarás para sempre contigo
E que me deixas fazer teu coração meu abrigo
Ou então solta-te dessas asas mágicas
De pássaro, de anjo, de um lindo nada,
Que eu já me libertei das minhas trágicas,
Laranjas e tão enormes asas de pequena fada.
E já não as quero laranjas nem de outra cor
Porque já não me embelezam nem me fazem voar,
Agora as minhas asas são o teu amor
Que me levam onde nunca pude imaginar
E só em ti encontro o doce sabor
De um arco-íris de todas as cores que já sei de cor.
 
Verónica Simão
publicado por poesiaemrede às 02:29
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Sábado, 24 de Fevereiro de 2007

(73) Ébrio de Água

Ébrio de Água

O teu corpo é um copo onde bebo
A pouco e pouco a beleza de mim
Um relvado onde me estendo assim
Num descuido solto que não percebo.

O teu corpo é uma pista de gelo
Onde a minha longa língua carmim
Se desliza indomada e enfim
Se despenha pelo cabo do medo

Da tua boca onde bebo trémulo
Em sôfregos golos de eternidade
Em castos haustos de fugacidade

A profecia que me deixa crédulo
Que tu a mim pertences em verdade
E só a mim, fonte, matarás a sede!


--
David Rodrigues

publicado por poesiaemrede às 19:39
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(72) Coisas do coração

Coisas do coração

E se o teu coração de ferro e aço
se derretesse no calor de um abraço?
E se o teu coração magoado e fechado
se abrisse com um sorriso iluminado?

E se os teus maiores medos e receios
desaparecessem atónitos e alheios?
E se os teus maiores sonhos e desejos
se realizassem numa promessa de beijos?

E se tudo o que sempre quiseste evitar
tivesse a força de uma onda do mar?
E se tudo aquilo a que sempre disseste não
tivesse o encanto de uma mágica paixão?

E se o teu coração de ferro e aço
se fundisse na ternura de um abraço?
E se o teu coração cansado desta solidão
batesse mais forte ao toque de uma mão?

E se tudo o que sempre te fez confusão
aos poucos abrisse uma porta no teu coração?
E se tudo o que nunca quiseste ter
fosse a luz mais brilhante no teu viver?

 

Hisalena

publicado por poesiaemrede às 19:35
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

(71) Chegaste num dia de chuva.

Chegaste num dia de chuva. Quando vieste,
trazias a lua sobre a prata do antebraço
e a vida repleta de espelhos partidos,
não permanecias.
Chegaste enquanto eu dançava sobre as mesas,
antes que os primeiros grandes aguaceiros iniciassem
o outono e o fulgor interdito de um corpo,
que antes enlouquecia lentamente sobre as mesas
na contemplação dos ventres das deusas antigas.
Essas que chegaram antes de ti.
Com as bocas cheias de sal.
Com as espáduas pintadas a cal.
só elas sabem como a carne é inculcável,
quando ama.
Com elas aprendi a soletrar as profecias
das rosas e a prece de olvidos
dos rios correndo
para o ventre das mulheres com o cio,
onde, na ânsia de lírio das mães,
germina o caule da veia,
se o amor é a equidistante distância,
o equidistante delta
das bocas abertas para a concessão da rosa
rente ao sucinto equilíbrio da cintura:
Barco naufragado no olvido
dos ventres escalando
a côncava nudez da permanência.

 

Luís Manuel Felício Lourenço

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(70) Sem título

foi assim que ela nasceu...
de uma ideia junta de ingredientes específicos
sim
sentia a falta do pai
embora habitassem o mesmo T3
sim
sentia a falta de ser-se
embora se fosse
sim
sentia a falta de algo
embora, talvez,
tudo fosse
sim
queria saltar da ponte
embora nunca tivesse encontrado uma na qual se sentisse em casa.
Assim era ela,
a minha namorada

Ana Luísa - blogspot "literaturas, litteratur, litherature"

publicado por poesiaemrede às 15:35
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(69) Amar

AMAR

Cada um ama de uma maneira,
cada qual, ama como pode.
O amor é lindo!
O amor é tudo. Não importa como se ama, só importa o que se ama.
Se amas és amado! Temos várias formas de amar e ser amado,
mas estas formas levam ao mesmo lugar.
Sabemos bem a quem amamos,
mas sabemos também como amar.
Quando amamos nos libertamos
é no amor que encontramos vida,
é nele que nos alimentamos e nos fortalecemos.
O amor é lindo! O amor é tudo.
O amor é doação, é viver o outro, é querer o outro.
É dividir o seu amor com todos.
Se você vive o amor, não espera resposta.
Se é amor não importa,
no amor nada se perde só se acrescenta.
O amor é lindo! O amor é tudo.
Só quem ama sabe, só quem ama sente,
só quem ama respeita o sentimento do outro.
Só quem vive o amor,
só quem quer o amor investe nele.
Quem ama não fala, quem ama não recomenda.
Quem ama vive cada momento
e administra as suas carências.
O amor é lindo! O amor é tudo


Cláudia Camacho

publicado por poesiaemrede às 15:30
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(68) Silêncio

Silêncio

 

Fala-me sem falar

Perpetua esse perpetuar

Nessa língua omnipresente

Mais antiga que este linguarejar

Aquela que fez do animal gente

A única que perdurará

Muito para além da dor

A que nos une e em todos nós há

Fala-me sem falar, do amor

 

Rodrigo Coutinho

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(67) Reconheço-te

Reconheço-te...

 

Reconheço-te...

... em demais chamas de rua, flocos de chuva que gemem.

Num rosto amado, num chão vidrado, prestes a saltar!

 

Reconheço-te...

...entre umas mãos amanhecidas de um orvalho quente.

Num canto abandonado, num sorriso farto de crianças a sonhar!...

 

Reconheço-te...

...num branco de papel, em letras de água que queimam.

Num toque desmedido, num olhar despido cansado de gritar!

 

Reconheço-te...

... num lugar insólito com uma saudade vencida de desejo.

Num passado caótico, num véu de cores a sincronizar!

 

Reconheço-te...

Oh, como eu te reconheço nesta estrada sentida!

E neste sonho onde me abandono em caminhada,

és a desordem da minha alma, a raiz do meu espírito...

... a única voz que me guia nesta viagem sagrada!

 

Cidália Morgado

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(66) Confidência

Confidência

 

Vou fazer-te uma confidência:

aprendi o ofício dos sonhos em versos

que se colam ao corpo, no fascínio ardente

de olhos teimosos de sonetos.

Há um espaço meu dentro de cada poema,

um espaço verde e cheio de areia,

um lugar de mudez, agasalhado de certezas.

Aprendi a voar em linhas, indecisa no azul

das canetas. Irada e louca aprendi a decifrar

enganos, nomes invernosos e pesados,

desfigurei névoas futuristas, dedilhei a medo

o estalar das pedras e das águas.

Parei no frio de uma manhã qualquer e

descobri as coordenadas dos meus sonhos:

perto, perto como as tuas mãos nas minhas.

Vou fazer-te uma confidência:

a tua presença é o tempo que volta,

é sinfonia que se cola ao corpo, no fascínio ardente

de olhos teimosos de sonetos.

Há um espaço meu dentro de ti,

um espaço verde e cheio de areia,

um lugar de mudez, agasalhado de certezas.

Nas coordenadas dos meus sonhos,

encontrei as tuas.

 

 

Márcia Gonçalves

publicado por poesiaemrede às 15:09
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(65) "Amo-te"

"Amo-te"

Eu sinto-me perdido
em mundos de encantar
possuo um coração ardido
que tem muito para dar.

Eu aprecio a água do mar
e o vento que sopra em redor
eu tenho o poder de te amar
e o de pensar no pior.

Mas não sou feito de ferro
Não tenho um poder infinito
e vagueio sozinho lutando
num mundo de coração aflito.

E noto o quanto gosto de ti
e vejo tudo o que sou capaz
Observo o quanto sofri
e tudo o que deixei para trás.

Não sei quando te verei de novo
Não vejo o fim deste tormento
Mas noto um futuro diferente
deste presente de sofrimento.

E sonho... sonho bem alto
E das profundezas de chamo
E subo ao mais alto asfalto
Pra gritar ao mundo o quanto te amo.

Rui Pedro Sousa

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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007

(64) Os sonhos que não vivi

Os sonhos que não vivi
 
Na minha vida cinzenta e sem brilho,
Eu te encontrei
E por ti me apaixonei.
Sem saberes,
Coloriste o meu caminho
Com o teu sorriso e o teu carinho.
Sem quereres,
O amor, em mim, voltaste a despertar
E contigo, passei a sonhar.
 
Sonhei que vinhas ao meu encontro
E ternamente me segredavas…
“Que também, me amavas”
 
Mesmo sabendo que tudo foi ilusão,
Longe de ti e sem te ver,
É difícil te esquecer!
 
Sinto saudades dos momentos
Que contigo vivi,
Dos beijos, que não esqueci.
Sinto saudades dos sonhos,
Em que, por magia, aparecias
E com amor e ternura, me envolvias.
Simplesmente...,
Sinto saudades de ti
E dos sonhos que não vivi!...
 
Dina Rodrigues
publicado por poesiaemrede às 02:38
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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

(63) Amor

Amor
 
 
Eu sei, meu Amor
Que nunca passeámos
De mãos dadas
Pela margem da vida.
 
Que nossos braços
Nunca se deram
No abraço
Que a alma pedia.
 
Que nossos corpos
Ignoravam
A chama que neles ardia.
 
Mas nossos olhos, Amor
A um e a outro traíam
Inventavam jardins de beijos
E em cada flor                               
Saciávamos os desejos.
 
Lídia Borges
publicado por poesiaemrede às 17:14
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(62) Poema (de amor) abstracto

Poema (de amor) abstracto

Circunspecto, o Sr. Pablo pintor
assimila um verso do Sr. Pablo poeta.
Dois amantes felizes não têm fim nem morte.
Em frente da tela traça uns traços com raiva
E um ror de linhas paralelas e contorcidas
E uma catadupa de delirantes pinceladas.
Dá-lhes luz e movimentos sem nexo.
O pintor recua extenuado e relê o verso.

Os corpos foram desenhados em dois tempos.
Têm as mãos e as pernas e os braços enlaçados,
Têm olhos e nariz e boca e até sorriem
Mas são rostos subtilmente quadrados.

O poeta, em frente da tela, teria dito:
O amor é uma amálgama de cubos.
 
Paulo Carreira
publicado por poesiaemrede às 17:08
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Sábado, 17 de Fevereiro de 2007

(61) Amador

Amador
 
À volta dos Sentimentos
Erguem-se espelhos gigantes
Fazendo dos Pensamentos
Meras luzes cintilantes
Que se tornam diamantes
Quando acabam Sofrimentos.
se Sofrimentos não são,
são o oposto por certo.
no que toca ao Coração
o Pensamento é incerto
e nunca lhe chega perto
por estar preso à Razão.
mas a Razão bem conhece
que Coração a dirige.
e é nele que se esquece,
quando o Sentimento o aflige,
que o Amor só nos exige
o amor que ela merece.
Amor esse que nos quer
e oprime no seu manto.
para ele sou um qualquer
para mim ele é um espanto.
deste amor só quero tanto
quanto a mim o Amor me der.
Amador é o que ama
sem pensar no que é amar.
é o que sente aquela chama
que nele arde sem queimar,
e o fulmina devagar
no seu silêncio que brama.
 
Henrique Cachetas
publicado por poesiaemrede às 18:57
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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

(60) O teu olhar

O TEU OLHAR

 

Nos teus olhos lindos e profundos

Consigo ver todos os mundos.

A paz, a luz, a amizade e a cor,

Consigo visualizar todo o amor

Que possuis no teu quente coração.

Consigo imaginar a dádiva da tua mão

Espalhando para todos a felicidade

Da tua bela e generosa amizade.

Vejo que não existem pesares

No mar que vais velejando

Dia a dia com bons ares

E sempre procurando

A chegada a um qualquer cais

Com paz,  amor e amizade

Onde nunca será demais

Distribuires a felicidade.

Nesse olhar lindo e profundo

Com inabalável esperança

De criar um novo mundo

Pleno de real temperança

Assim vais tu pelo mundo

Pela terra,  pelo ar, pelo mar

Ensinando amor profundo

Com esse teu lindo olhar.



Maria Real

publicado por poesiaemrede às 15:34
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(59) Amor Harmonioso

Amor Harmonioso

 

Pedi ao vento, ao Sol, e as nuvens, três elementos da natureza que me ajudassem a levar até ti um pouco de mim e do meu amor. O vento disse-me que levaria a brisa suave aromatizada com o perfume do meu corpo para que quando ele passa-se sentisses o meu cheiro, e inebriada de desejo te lembrasses de mim. O sol, por sua vez, afirmou que levaria até ti um pouco do meu calor, para que ao sentires os seus raios a tocarem no teu corpo, te lembrasses das minhas carícias. Por sua vez, as nuvens declaram que passariam junto de ti, e lá do alto dos céus fariam cair uma leve e passageira chuva onde em cada gota poderias saborear os mais variados sabores que o meu corpo te dá. Enquanto agradecia, feliz, aos três elementos da natureza que me propuseram ajudar em tão árdua tarefa, apareceu um rouxinol que disse que se juntaria ao vento, ao sol, e as nuvens, e que através do seu belo canto iria te transmitir o quanto eu amo-te.

 

Bruno Amarante

publicado por poesiaemrede às 15:29
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(58) Amor ... dá me as tuas costas para eu poder descansar ...


Amor ... dá me as tuas costas para eu poder descansar ...

Os teus braços para neles me estender ...
A tua cabeça para nela me encostar ...
Os teus lábios para me aquecerem ...
Amor ... não escondas o desejo
Que te vai na alma adiante ...
Que eu sou aquela por quem esperas
Desfiando as bainhas do tempo ...
Porquê amor ... fechares em teu peito
Esse atito intenso ...
Se eu venho a ti vagarosa ... me dar a ti  contente ...
E se na negrura dos meus olhos entrares
Poderás descobrir então as léguas que caminhei
Para me pendurar no teu colo ... serena ...

Vede amor ... o tanto que te aceno ...

poema de : Leila


 

publicado por poesiaemrede às 15:23
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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007

(57) Essência

Essência

Paro.
Penso.
Observo.
Ouço.
Permanece o constrangedor silêncio.
Espero novamente.
Aguardo.
Fico impaciente.
Tento apurar todos os meus sentidos,
Não resulta!
Apenas distingo um barulho de outros tantos,
Um som inigualável, incomparável,
O bater do meu coração quando estás perto de mim!

Não te consigo tirar do pensamento,
Nem que queira mesmo por um momento,
Desde que te encontrei que deu para perceber,
Que apenas nasci para te pertencer!

Jorge Silva
publicado por poesiaemrede às 18:06
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(56) Não sei como apareces de repente

Não sei como apareces de repente

atrás de qualquer coisa tão comum.

Fantasma, vens do nada, do nenhum,

assombras-me dum modo diferente.

 

Não sei qual a magia que tu usas

que põe a minha vida assim presa.

Não sei como me apanhas de surpresa

e tornas-te a maior das minhas musas.

 

Não sei como te fazes nevoeiro

opaco, envolvente, sorrateiro,

que tento abraçar mas não agarro.

 

Nem sei porque feitiço ou que arte

consigo facilmente imaginar-te

no fumo que se solta do cigarro.

 

ASS. Domingos do Carmo

publicado por poesiaemrede às 15:02
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(55) Voltar a cair em ti?

Voltar a cair em ti?

Deixei tudo para trás,
Desarrumei as malas.
Com as ideias organizadas,
Deslizei para ti.

Envolvi num sorriso
Nesse teu jeito suave de ser.
Deixei-me levar,
Pois só contigo sei viver.

Encontrei-te no teu mundo,
Um mundo que tu desenhas,
pintas à tua maneira
e eu quero estar num prateleira.

Encantei-me com o teu sublime olhar,
O que me faz apreciar a beleza do teu estar,
A suavidade dos teus lábios
E a pureza do teu sonhar.

Sim, por ti, eu me apaixonei.
Senti necessidade de te voltar a ver,
De te ter nos meus braços
Para sentir o amor a renascer.

A imensidão e a beleza de tudo de ti,
Faz-me sentir o homem mais realizado do mundo
E faz-me acreditar que a minha vida és tu.
Neste mundo eu e tu, somo um.


                               Tó-Zé

publicado por poesiaemrede às 14:56
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(54) Amar-te-ei...

Amar-te-ei...

 

Corre-me nas veias,

Confesso!

Esta forma subtil

Este desejo

Esta vontade.

Contesto!

Essa necessidade

Que a minha nudez, anseia

 Na sombra do teu rosto.

Arremesso!

Os gemidos de prazer

Que calo em mim,

Através do teu beijo.

O beijo que adultera

Que me engana...

Menosprezo!

Qualquer tormento

Vem!

Procura,

Esta impudica

Que te chama...

 

 Conceição Bernardino

publicado por poesiaemrede às 14:44
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Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007

(53) Derramares essas lágrimas puras

Derramares essas lágrimas puras
oriundas de um último beijo,
ainda ofegante,
corta-me o coração;
E faz-me pensar o quanto te amo,
e o quanto preciso de ti.
Não te posso perder!
Mas o sofrimento por amor
tudo justifica, até a morte.
Dos deuses,
temos esse amor,
uma chuva sob o sol,
para lembrar o que veio
e o que virá.
E dessa chuva nos alimentamos:
uma memória do passado,
uma sombra para um futuro;
a história da nossa morte,
a gota de uma nova vida.
Que futuro me reservam as tuas lágrimas?
Qual o segredo desses caracóis ?
Olhei as minhas mãos encharcadas
mas só vi raios de luz opacos,
ancorei um pequeno no lábio
soube-lhe a doçura de uva,
eclipsei-me sob a vinha infindável
e adormeci ao canto dessa chuva.

Luís Lagoa
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(52) Doce e Amargo

Doce e Amargo


 

Sinto teu gosto

teu corpo, teu rosto

não sinto saudades

minha alma tem liberdade

 

Toco tua pele delicada

sinto teu corpo na madrugada

mordo tua língua quente

acordo de repente

 

Os dias escorrem como água na cachoeira

mas o amor não passa, é para a vida inteira

vivo plenamente na minha ilusão

nossos corpos em completa fusão

 

Sinto o inexistente

permaneço dormente

toco o intocável

um amor irrevogável

 

Acordo

na boca

o doce e o amargo

 

O amor é doce

O amor é amargo

  

 

Nome: Nícolas Pereira Borcezi
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

(51) Metamorfoses de Ti

Metamorfoses de Ti

No sal, nos óleos e no alecrim
emerges no cheiro deste banho,
molhando-me a alma aos pingos,
chapinhando em mim secretamente,
numa água oculta, azul-placenta.

És corpo em metamorfose,
mudando-me o som dos dias iguais.
Tornaste corpóreo no vinho, na pimenta
e nas papoilas de sangue que nos acenam,
escondendo searas inseminadas de beijos.

Sozinha dou-te a mão e não te toco,
só te olho sorrindo... Pois sei
que amanhã estarás noutro corpo,
transformado em novo brilho, ou canto,
nesta mudança contínua em que nos amamos.

Levanto o copo,
brindo à vida e bebo-te!
Hoje és champanhe rosa em cristal,
metamorfose de estrela aquosa,
cujo nome me ensinaste, no mapa da noite.

Sozinha,
Levanto o copo, e não sendo acidente,
derramo-te em mim, eternamente.

Aziul D`Aire

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(50) Traços

TRAÇOS

Desejaria céus cinzentos
onde a esperança se concentra,
onde as árvores tremendo,
estendem os seus braços de fada,
sonhos caprichosos levados nas
ervas beijadas pelo vento.
Desejaria sentir, entre as minhas coxas, o
sopro imenso dos milhões de homens da terra.
Desejaria ... olha, olha o que quero ...
Desejaria beijar-te com o tempo.
- preferível aliviar o meu tormento ... -

  

Fernando Lopes

publicado por poesiaemrede às 15:25
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Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

(49) Beija-me

Beija-me

 

Beija-me

Como se fosse a primeira vez...

Beija-me apaixonadamente

Como se fosse a última vez.

Mas beija-me,

Nem que seja em pensamento,

Quero que me beijes

Em todo o momento.

Beija-me

Com esses lábios ardentes

Esquece o passado

E vive o agora...

Beija-me...

Preciso perder-me em teus braços.

Beija-me, beija-me, beija-me

E esquece as lágrimas que deito

Que os teus beijos me acalmem...

Beija-me somente

E ao saber que existes

Posso ser feliz novamente.

 

SUSANA CUNHA

publicado por poesiaemrede às 01:30
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(48) Néctar

          Néctar

Brinca
Com a ilusão
De que eu existo
No teu mundo
Derramando pérolas
Transparentes de paixão
Com um brilho intenso
Saindo do canto mais profundo
Do meu coração.

Colecciona todas elas
Num hermético recipiente
Para que não se evaporem
Da tua mente
E, quando a saudade
Acordar,
Tira e prova uma delas,
Sente o seu odor
Inebriante,
Junta uma lágrima,
Saboreia
E deixa-te embriagar
Com esse néctar
Incolor,
Receita de fadas e duendes,
Feito por mim
Num sonho
De amor.

Autor: Maria
publicado por poesiaemrede às 01:24
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(47) Um Rio com vida...

Um Rio com vida…

 

Nas águas límpidas de um rio

Corre a força de um olhar,

Não tem rosto, não tem olhar

Tem o sorriso puro de uma gota

E a certeza de te procurar.

Por pedras, correntes e ramos

Percorre distâncias infinitas

Sem nunca te encontrar,

Toca ténues imagens dos teus lábios

Na esperança de te abraçar.

De margem em margem perdida

Deixa-se no teu corpo aninhar

Numa entrega sem depois,

Num momento intemporal,

Para só depois sonhar.

Ao longe alcança terra

Na felicidade do teu amor,

Mergulha na profundidade, sem nunca hesitar

Entrega-se de alma na essência de amar

Apenas com vontade de te acarinhar.

 

                        Berta Maria Machado da Silva

publicado por poesiaemrede às 01:19
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

(46) Gênese

Gênese

Amar a alma
Inevitável em sua pureza cromática

No alvo beijo a beber o abraço

Das bocas a se encontrarem sedentas

Pelo desnudar das almas

E do fio único a velar

O cálido corpo desejante.

 

O enlevo tornado infindo,

quando à alma goza o abraço

e à volúpia transpõe o êxtase

e os corpos quedam-se repletos

a gozarem sua plena imperfeição,

é inefável às bocas fatigadas

e às mãos a repousarem arquejantes

sobre os sexos saudosos e silentes.

 

O êxtase do instante se expande

Às almas a entreabrirem-se em flor

Transbordando eternidades

A deflorarem a noite insondável.

 

O corpo morre no seio da noite

Para que nasça a alma...

 

E os amantes

Despem-se,

Pela primeira vez.

 

 

Gustavo Figueiredo

publicado por poesiaemrede às 16:47
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(45) Amor

AMOR

 

Quando te conheci

Gostei logo de ti

Mas nunca pensei sentir

O que sinto hoje por ti

 

Entraste de mansinho

Entraste sem bater

E eu nos teus braços

Acabei por me perder

 

Contigo a minha vida

Tem outro sentido

Surgiste sem avisar

P’ra mim és muito querido

 

És tudo para mim

Sem ti não sei viver

Vem comigo caminhar

Juntos vamos vencer

 

Quando penso em ti

Meus olhos parecem rir

Faço tudo p’ra estar contigo

Não te quero ver partir

 

Autora: Carla Jesus

Janeiro de 2007

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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

(44) Ainda mais

AINDA MAIS

                    Busquei, querido amor, lá nesses céus,
                    A luz que me dá vida, que me guia,
                    Busquei a sua origem, dia a dia,
                    Até que a encontrei nos olhos teus.

                    Ergui, bem alto, a voz, orei a Deus
                    E pedi-lhe, repleto de alegria,
                    Que as emoções que, junta a ti, sentia,
                    Fossem, para sempre, os sonhos meus.

                    E se o amor me diz que a busca é finda,
                    Meu coração desperta em mil natais
                    Cada um brilhando em cor tão linda,

                    Que os nossos segredos serão iguais:
                    - Tu dizes que me queres mais ainda!
                    - Eu juro que te quero ainda mais!

                               Autor - TIAGO
publicado por poesiaemrede às 21:38
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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

(43) Saudades do teu Amor!

Saudades do teu Amor!
 
Já vai longe o tempo em que tocar-te era a luz do dia,
Vai longe o cheiro que sentia…
Infelizmente não passam de lembranças,
Neste mundo de mudanças!
Saudades de tocar-te, de te abraçar…
Saudades das palavras que trocámos com furor.
Palavras já gastas de tanto lembrar…
Tão inócuas e incendiadas por tanto amor.
Tudo acabou… tudo se desvaneceu!
 
Se arrependimento matasse,
Estaria já enterrada,
É como me sinto,
sempre que penso em ti, amargurada!
Prossigo no entanto uma vida, um tanto ao quanto vulgar
Por guardar no meu coração para sempre o teu lugar!
Por cem anos que viva…
Estarei sempre à tua espera,
Por arrependimento, sofro esta quimera!
 
Constança
publicado por poesiaemrede às 19:41
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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

(42) Sobre o poente...

Sobre o poente...
 
gosto do pôr-do-céu
no pôr-do-sol no mar
 
e do pôr-do-sol no mar
no adentrar da terra
 
quero o pôr-dos-teus-olhos
no pôr-do-céu dos meus
e adentrar os meus-mar
nos teus-terra
 
com o pôr-do-sol no mar
ao fundo... sobre o Poente...



Cristina Fidalgo
 
publicado por poesiaemrede às 14:50
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

(41) Tenho o teu cheiro dentro de mim

Tenho o teu cheiro dentro de mim

Tenho-o na minha lembrança…

Sossega-me a ALMA

Ter-te a meu lado!

 

Companheiro,

Amigo,

Confidente,

 

És para mim o meu porto de abrigo…

A quem recorro para desabafar!

Enfrentas comigo o mundo

Que dizes não ser maior que eu…

 

Pois,

Eu penso diferente!

O nosso amor…

 

Esse sim…

 

É maior que o mundo.

 

Sandra Amaro

publicado por poesiaemrede às 16:35
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(40) Teu corpo, árvore

Teu corpo, árvore

(canção de amor do pinheiro macho)

 

 

Não sei de que amora azul silvestre

Nem de que fundo acidulado

Demora teu corpo lento agreste

Rente ao meu corpo aprisionado.

 

Sei só teus braços ramos norte

Troncos e pernas tropeções

Sei só do frio que lavra forte

Corpos e braços e corações.

 

 Rafael Cayetanno.

publicado por poesiaemrede às 15:46
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Domingo, 4 de Fevereiro de 2007

(39) Dormindo

Dormindo

Quando o Amor te vier despertar,
Sem setas, sem asas, apenas ar,
Continua a dormir.
Quando ele se quiser apresentar,
Cobrindo-te os seios, cheios, com flores,
Néctar, beijos, e nocturnos odores,
Aspira-os como se fosses mar,
E continua a dormir.
Que o Amor, tal como o fogo, é assim,
Feito de luz aberta à escuridão.
Sussurra entre os lábios que és um não
E escreve com os dedos que és um sim.
E continua a dormir,
Quando ele, o Amor, te vier raptar.
Imitando o mar, deixa-te levar
Até ao mais fundo infernal dos leitos.
Juntem os dois peitos,
Acordando apenas para as carícias
E delícias eternas
De quem, como tu,
Se descobriu nu
Perante a luz velada das lanternas
A que chamam estrelas.
Essas, que sem sê-las
Assim se fixaram no firmamento,
Alheias à morte e ao pensamento.
Sossegadamente, assim, a dormir...
E há quem diga que a sorrir.
Como tu.

Manuel Anastácio

publicado por poesiaemrede às 02:55
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(38) Este amor que não cabe nas palavras

ESTE AMOR QUE NÃO CABE NAS PALAVRAS
  
Escrevo-te hoje, ontem e sempre, sei que existes,
encontro-te na poeira dos meus olhos.
Sinto o teu rosto queimando nos meus dedos, onde
procuro o sol dos teus desejos.
Procuro-te, naquele abraço azul da côr do céu, e, naquele
momento em que a minha lágrima faz companhia a dias perdidos.
Há segredos que deixam pégadas no meu corpo, 
e têm o teu sorriso no calor da meia noite.
Quando te vi, pensei, que era a tua serenidade que se juntava
à minha melodia de mil cores, num desejo de
existir, e ter nos olhos da lua a eternidade desta paixão.
Perdi-me, num puro desejo de ser amada, e num despertar
longinquo de ilusão.
Juras-te que sim, numa melodia de palavras soltas e
alucinadas deste amor.
E no pranto duma rosa, supliquei-te ternura.
Lentamente, entornaste a noite sobre o meu corpo, e o teu sorriso
desenhou na minha alma, esta paisagem de aromas que vive
dentro das minhas palavras de poesia.
Em arabescos quero escrever na orla dos teus olhos, palavras dum instante feliz, sem segredos, sem aromas,  na madrugada que teima em pintar o arco-iris numa estrela sem luar.
Amanhã haverá outro luar...pintado com lágrimas que vão pingando em taças de cristal, onde gaivotas em soluços de paz
irão beber gota a gota os sinais já esgotados desta paixão.
Sabes onde estou??
A caminho duma montanha de PAZ.
Espero-te !!!
Tens lá a tua ternura...e a minha lágrima que secou...por TI...
 
Amália LOPES

publicado por poesiaemrede às 02:15
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(37) Para não deixar de pensar

PARA NÃO DEIXAR DE PENSAR


Conhecemo-nos num dia longínquo
Revelaste-me a plena essência do teu ser e eu a ti a minha
Não procurámos desvendar os insondáveis mistérios do Universo
Nem falámos acerca de lugares comuns.
A conversa informal, incomum,
Deu lugar a vastos e nobres sentimentos.

Despedimo-nos mais tarde, noutro dia longínquo,
Em que tomámos diferentes direcções,
Apesar de teres confundido todos os meus sentidos.
Separados pelo tempo e pelo espaço, inacessíveis
E sem promessas
E sem esperança.

Hoje, sei que sinto saudades Tuas.
Se sinto, o meu sentimento é por pensar em Ti.
Se choro, as minhas lágrimas são Tuas.
Se AMO, o meu Coração é Teu.
Tenho que to entregar pessoalmente,
Ele não está bem assim.

Se o meu sonho és Tu,
Então, não quero acordar desse sonho,
Porque no meu sonho
Penso em Ti perto de mim.

Na realidade, apenas posso pensar em Ti.
Estranha realidade,
Onde apesar de tudo,
Posso pensar em Ti.


Leonor Hoje

publicado por poesiaemrede às 02:05
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Sábado, 3 de Fevereiro de 2007

(36) Amante amor meu!

AMANTE AMOR MEU!
 
                                     AMOR QUE PAIXÃO PERFEITA
                               ENCONTRO DO INCONFUNDÍVEL CAMINHO DE FELICIDADE
                                COMO PALAVRA, LÉXICO, VOCÁBULO VIVO NA VERDADE
                              EM UM SONHO SEM FIM, MAIOR QUE OS ALPES E MONTANHAS
                      DESEJO MAIS VIDA COMO SE A VIDA JÁ NÃO FOSSE MAIS REAL
                             O AMOR ARDEU NA PONTA DO MEU SENTIMENTO E SEM VER ENTRA E ARDE NO PEITO
                             VEMOS TUDO COR DE ROSA APESAR DISSO
                               SOMOS CALADOS E EXTROVERTIDOS
                                  MEIOS BOÇAIS OU INTROVERTIDOS
                          NÃO SABEMOS DIFERIR O BEIJO DA MANHÃ COM A DA NOITE
                                  TUDO TÃO IGUAL COMO ESPUMA MARITIMA E QUE RITMA
                                     AS BATIDAS QUE O AMOR DESACELERA COMO LANCINANTE
                                        ARMADILHA, A CILADA QUE TODOS CAÍMOS...
                                         SEMPRE POR CULPA DO HORMÔNIO AQUELE FEROMÔNIO QUE NO MASCULINO OU FEMININO SEDUZ COMO LICOR DIAMANTE VERDE ESTRO DE ESTIRPE ENVOLVENTE, CAIMOS NAS GARRAS OLENTES DA ABELHA RAINHA,
                      O CORAÇÃO É CRIMINOSO, VÍTIMA, AMBIGÜO, AMIGO
                            FACETAS MESCLADAS TUDO ACONTECE AO MESMO TEMPO
                                     COMO VULCÃO, FORÇA DUM TUFÃO, GRANDE MAREMOTO
                                      OPORTUNA TEMPESTADE DE VERÃO, AULIDA CHEIA AO DENTE DE GASTRONOMIA POÉTICA, COMEMOS A SEIVA HERMÉTICA DOS SORRISOS OU DANTESCOS CHORO E TUDO ISTO É SÓ UM RESUMO SUCINTO DO QUE SENTIMOS NA HORA DO AMOR!
 
EDEMILSON REIS

publicado por poesiaemrede às 17:33
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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007

(35) Tânia

TÂNIA

Outrora ao preterir-te,
Banir-te do meu coração
Cometi nefasto pecado vienal
Arrependido recebi remissão
Hoje meu amor é incondicional.
Amo-te mais do que antigamente
És a menina dos meus olhos,
Minha eterna mulher
Não uma relação desvanecente.
Sua cabeça é avançada
Tenho que acompanhá-la
Para dizer-te
Panegíricos lindos, sutis, inteligentes
E coroar-te definitivamente como minha amada.
Agora tenho certeza
Que você me ama e ficará ao meu lado
Esmerar-me-ei para o nosso amor nunca acabar
Descobri que alimentar esse amor
É uma rica e prazerosa proeza.
Meu amor é você
Sendo assim...
Não amar-te-ei como um proxeneta
Nosso amor a cada dia
Está mais perto de Deus
Livrou-me do tédio
Quando vivia como anacoreta.
Tu és indescritivelmente bela nenúfar
Plantada no jardim em Marte
Deixo claro pra todo que me lê
Como é bom amar-te.
 
   
 
AUTOR: ROBERTO MAURO THOMAZ
publicado por poesiaemrede às 18:33
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(34) E se eu não quiser esperar.

E se eu não quiser esperar.
 
E se eu quiser não esperar,
Nem mais cinco minutos,  nem a hora acordada,
Nem atrasos, onde olhássemos na ansiedade que nos espera,
No manto escuro que agora se sente,
Onde deixássemos a imaginação para outra conversa,
Onde perdêssemos  todo o tempo,
Para ouvir-te comandar o meu sonho, e eu o teu,
Rasgar o meu coração de dúvidas, de fugas e ódios,
Esquecer o protocolo,
Qualquer um que agora se aplique, que agora se exija,
E nos beijássemos, sem limites,
Tal como nos apetece, tal como nos treme debaixo da pele,
Esquecendo a vergonha que não temos, perdida.
 
E se eu não quiser esperar,
Nem mais um suspiro de tédio, pela relógio parado, e correr,
Atravessar a cidade em hora de ponta, enorme, instransponível,
Só para chegar mais cedo, agora mesmo,
Para poder ver-te descer as escadas, tão devagar quanto possível,
Para poder não perder o mesmo brilho que trazes nos olhos, irreal,
Que já não vejo, e beijo,
Sem esperar.

 
Daniel Costa-Lourenço

publicado por poesiaemrede às 18:25
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(33) Sem ti

Sem ti
 
Sem ti
o tempo arrasta-se,
- lagarta pesada e viscosa
em cujos anéis me enredo.
 
Sem ti,
cada hora passa
com a lentidão de um dia,
e a cada uma afloras
com a persistência de um relógio.

Sem ti,
criam-se clareiras de sombra
na minha vida,
explodem buracos negros
em que me afundo e perco.

Sem ti
morrem sonhos,
escurece o olhar,
sobram os gestos.

Sem ti,
não quero.
 
D.L.
publicado por poesiaemrede às 18:16
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(32) Imagino

Imagino

Neste exacto momento
em que escrevo estas palavras,
é teu o meu pensamento,
embora tu não o saibas,
em que, num sorriso, recordo
o toque da tua pele
e imagino nos teus lábios
o mais puro e doce mel.
E imagino segredos
e histórias por revelar;
e com a ponta dos meus dedos
anseio em te tocar;
e num tom de voz baixinho
ao teu ouvido sussurrar,
enquanto te faço um carinho,
enquanto leio o teu olhar.
E, logo depois, lentamente
pegar na tua mão;
sentir nela, o teu corpo quente,
sentires nela o meu coração.
E depois suave e doce
afagar o teu cabelo,
como se um poema fosse,
como se pudesse eu escrevê-lo.
Imagino finalmente,
ou talvez seja um desejo,
abraçar-te ternamente,
enquanto provo o teu beijo.

 

Mythos

publicado por poesiaemrede às 15:13
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(31) Vulcões

Vulcões
 
 
Uma brisa suave anuncia-nos o Céu
quando em extâse cubro o teu corpo como um véu.
Que na troca de olhares, no sorriso cúmplice
tudo o que somos se resume.
Quando nada se diz e o suor escorre
e o teu prazer pede que o exume
os beijos falam...
e o medo morre!
 
Aí, o vulcão que te liberto mergulha-me;
minha boca sente na tua todo o mel
dos favos ricos, da tua sede, do pincel
com que a tua mão pinta arrepios na minha pele.
 
E a tua lava envolve-me, ardente e segura
e deixa do meu pranto a fonte enxuta
E quando ao acaso o teu verbo augura
entrego-me extático sem dar luta!
 
E é aí, nesse mesmo momento
em que partindo da tua face benzida a prazer,
do teu espírito já errante, viajante, voador,
que o meu se funde à tua Paz com um grito que vem ser
como o de Ipiranga, libertador!
 
Voamos para além do Céu!
Voamos para além da dor!
Voamos para viver o que o destino nos investe...
A Paz celeste...
O nosso Amor!
 
 
Rui Diniz (13/ago/2004)
publicado por poesiaemrede às 15:02
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