Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

(46) Gênese

Gênese

Amar a alma
Inevitável em sua pureza cromática

No alvo beijo a beber o abraço

Das bocas a se encontrarem sedentas

Pelo desnudar das almas

E do fio único a velar

O cálido corpo desejante.

 

O enlevo tornado infindo,

quando à alma goza o abraço

e à volúpia transpõe o êxtase

e os corpos quedam-se repletos

a gozarem sua plena imperfeição,

é inefável às bocas fatigadas

e às mãos a repousarem arquejantes

sobre os sexos saudosos e silentes.

 

O êxtase do instante se expande

Às almas a entreabrirem-se em flor

Transbordando eternidades

A deflorarem a noite insondável.

 

O corpo morre no seio da noite

Para que nasça a alma...

 

E os amantes

Despem-se,

Pela primeira vez.

 

 

Gustavo Figueiredo

publicado por poesiaemrede às 16:47
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3 comentários:
De Suspiro Escondido a 28 de Março de 2007 às 01:49
Simplesmente espectacular !!! adorei
De Cidália a 20 de Fevereiro de 2007 às 22:07
os homens conseguem sempre surpreender pelo seu lado sensível quanto ao amor, pois afinal, ele toca-nos a todos! Parabés!
De Gustavo Figueiredo a 21 de Fevereiro de 2007 às 15:26
Obrigado Cidália, fico realmente feliz pelo seu comentário! Beijo na alma.

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