Domingo, 4 de Fevereiro de 2007

(39) Dormindo

Dormindo

Quando o Amor te vier despertar,
Sem setas, sem asas, apenas ar,
Continua a dormir.
Quando ele se quiser apresentar,
Cobrindo-te os seios, cheios, com flores,
Néctar, beijos, e nocturnos odores,
Aspira-os como se fosses mar,
E continua a dormir.
Que o Amor, tal como o fogo, é assim,
Feito de luz aberta à escuridão.
Sussurra entre os lábios que és um não
E escreve com os dedos que és um sim.
E continua a dormir,
Quando ele, o Amor, te vier raptar.
Imitando o mar, deixa-te levar
Até ao mais fundo infernal dos leitos.
Juntem os dois peitos,
Acordando apenas para as carícias
E delícias eternas
De quem, como tu,
Se descobriu nu
Perante a luz velada das lanternas
A que chamam estrelas.
Essas, que sem sê-las
Assim se fixaram no firmamento,
Alheias à morte e ao pensamento.
Sossegadamente, assim, a dormir...
E há quem diga que a sorrir.
Como tu.

Manuel Anastácio

publicado por poesiaemrede às 02:55
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1 comentário:
De andreia a 3 de Março de 2007 às 23:23
Grande poema, gostei =) Parabens

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