Domingo, 1 de Abril de 2007

Publicação Final

Publicação Final dos Poemas de Amor Apresentados ao Prémio Poesia em Rede

Publicação Final dos Poemas de Amor Apresentados ao Prémio Poesia em Rede

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publicado por poesiaemrede às 02:11
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(152) Cinzas

Cinzas

 

O brilho, orla metálica

deslizando sobre

as falanges desertas

simples arremesso

entre o sentido

e a palpitação

fluindo sob o adarve da aorta

e a masmorra do ventrículo

como se a noite depusesse

a pétala, no cinzeiro lírico do amor

e aguardasse uma só face

estendida na promessa,

oxigenando o rosto do beijo,

sobre o jorro das cinzas agasalhadas

numa só face…

a tua face,

desenleando ternos olhares nas mãos

que te ampararão.

 

 

Pseudónimo: Álvaro Mar

publicado por poesiaemrede às 01:48
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(151) Sentei-me à beira-mar

 

Sentei-me à beira-mar

O sol batia-me no rosto.

O vento fazia-me arrepiar…

Olhei em teus olhos

Vi-me reflectida em ti.

Suavemente tocaste na minha mão

Estremeci… Corei... Sorri…

Ninguém controlava aquela situação

Ninguém sabia onde ia parar…

Um leve suspiro…

Uma momentânea troca de um olhar…

E tanto que eu te queria dizer…

Dei por mim na tua boca

Um toque… um beijo…

Nada mais ficaria por dizer

Sentias o meu desejo

Era mais do que podias saber…

Queria-te mais que tudo…

E ali ficamos… olhamos o horizonte

Abraçados… longe do mundo

Entre beijos e olhares e carinhos

E palavras sinceras que saíam…

 

É assim que me fazes sentir

É assim que quero estar

Junto a ti… sentir-te… beijar-te…

Estarei a sonhar? Sim, estou…

Mas estamos quase a acordar

E um no outro vamo-nos saciar…

 

 

Ass: Vânia

publicado por poesiaemrede às 01:47
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(150) Caí na desgraça

                             Caí na desgraça

                  Se um dia saí de dentro de mim,
                  Se um dia vivi tudo até ao fim.
                  Nesse dia gritei pela vida passada,
                  Nesse dia chorei pela outra estrada.
                  Nesse dia olhei e já não vi nada.

                  Então no deserto onde eu estava,
                  Descobri de certo o que se passava.
                  O fim era agora já estava aqui.
                  Já, sem mais demora o epílogo li,
                  E vi-te senhora...tão longe daqui.

                  Se um dia voltar eu hei-de querer,
                  Eu hei-de abraçar todo o viver.
                  Mas por enquanto mais nada se passa,
                  Estás longe e portanto caí na desgraça,
                  De te amar tanto...que nunca mais passa.


por a-TERCEIRA-ndo

publicado por poesiaemrede às 01:41
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(149) O amor é o fim

O amor é o fim
O amor é a estrada
O amor é o inicio da caminhada
O amor é o que une
O amor é o que ata
O amor o medo despedaça
O amor é chama
O amor é a brasa
O amor é viajante que retorna a casa
O amor liberta
O amor não passa
O amor é um estado de graça
O amor é consciência
O amor é real
O amor é a ausência do mal
O amor é tudo aquilo que somos
Quando os nossos passos são fieis aos nossos sonhos.

Anuska

publicado por poesiaemrede às 01:39
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(148) Um Mundo de Sonho/Um Sonho de Mundo

Um Mundo de Sonho/Um Sonho de Mundo


Deslizo pelas rugas dos lençóis,

O lume do dia
Vem brincar sobre o teu corpo.
Olho-te…Espero-te…
Saímos,
Vulgos exploradores,
Com vontade de descobrir recantos
Torná-los nossos.
Naquela loucura infantil
Característica dos amantes.
Conduzida por Ti, sorvo ruelas
Vislumbro varandins a dourar ao sol
Dirigimo-nos ao mar
Sabes sempre,
Adivinhas sempre, onde quero estar!
Sol, areia e salpicos salgados.
Envolto pelas lágrimas marinhas,
Reflectes-te em mil pedaços,
Cada qual com o seu brilho,
A sua cor…
As minhas mãos procuram as tuas,
Querem entrelaçá-las, guardá-las…
Hoje, tenho as tuas gargalhadas,
Diluídas na brisa fresca que teima em brincar com os meus cabelos.
Os raios de sol vêm,
Suavemente,
Despedir-se de nós….
Deslizo pelas rugas dos lençóis
E, acordo d’um dia perfeito
No sonho de uma noite.

 

Ricky

publicado por poesiaemrede às 01:36
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(147) O tempo

O tempo

O tempo passou e não parou
Mas eu ainda continuo aqui
Como aquela que um dia chorou
Por amar alguém, por amar a ti…
O tempo passou, rápido, voou
E acabei por sozinha me perder
Num tempo que passou e não parou
Enquanto esperava por te ter…
O tempo, esse maldito, não parou
Quando te sentia de novo em mim
Num momento que um dia chegou
E voou veloz e chegou ao fim…
O tempo passou e não parou
E correu mais que o vento por nós
E o tiquetaque nem sequer cessou
Só acelerou cada vez mais veloz…
O tempo não para quando queremos

Acelera, mais e mais, acelera e corre
E por mais que nós até tentemos
O tempo não para e sempre foge…

Cátia Azulinha Silva

publicado por poesiaemrede às 01:34
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(146) Não foi à primeira

Não foi à primeira


Não foi à primeira que descobri
Que o que sinto por ti
É algo fora do normal
Não à segunda
Nem à terceira vez
Que senti o fogo ardente
Que queima-me por fora e por dentro
....a chama latente
Que incendeia o meu centro
Mas sim da última vez que te vi
E senti que um minuto era uma eternidade
Quando longe de ti
Minha celebridade
....sei lá se mereço sofrer
....sei lá se cometi algum pecado numa vida anterior
E dele não me arrependi
Mas sei que… estou prestes a pecar de novo
Porque eu não quero que esta chama
Que vem de dentro do meu corpo
Torne-se apenas numa luz incandescente
Que despeja velhas lembranças
Que torne-se apenas numa nascente
Ressuscitando as minhas esperanças,
Esperanças essas detentoras de um forte desejo
Que desde que apaixonei-me por ti
Guardá-las tem-se tornado um sacrilégio

Autor:  Paulo Menezes

publicado por poesiaemrede às 01:24
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(145) Amor

AMOR

 

Abro um pouco o A,

beijo com vontade o M,

contorno bem o O,

e faço cócegas ao R...

 

assim mostro o que sinto!

 

Se te soletrar, direi:

 

A de Amor,

M de Muito amor,

O de Obviamente amor

R de Repito amor.

 

Se te desenhar será com:

 

um redondo Arco

feito à Mão livre

na mais linda Obra

que me sai sem Rascunho.

 

E pronto...

sais sempre tu,

sai sempre AMOR!

 

                                            MJMS

publicado por poesiaemrede às 01:16
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(144) Deixa o sol saber em seu corpo

deixa o sol saber em seu corpo
nos limites da pele
um carinho

atalho até sua boca outro beijo
sabe-se da vontade
um corte

anda-se nos astros por destino
o que é recusado
um desejo

então falar com a leveza da luz
com a leveza da alma
o amor


Clarice

publicado por poesiaemrede às 01:12
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Sábado, 31 de Março de 2007

(143) Do Amor

Só me sinto
um ser completo
quando estou
perto de você.

Quando digo
que te amo e
você me chama
de meu amor.

E se estou sozinho,
sinto sua presença,
nossas almas formam
um corpo só.

Somos metades
indivisíveis, de
uma luz verdadeira,
um único ser.

A fé maior desta
vida tão passageira,
princípio e o fim
da razão de viver.


DO AMOR

Sanio Morgado

publicado por poesiaemrede às 14:49
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(142) História de vida (A Esperança e o Amor)

História de vida (A Esperança e o Amor)

 

O coração daquela pobre mãe deixou de bater...

Apagou-se ao dar à luz, por ela, nada havia a fazer!!!

Mas... e por aquelas crianças recém-nascidas,

Filhas de ninguém, sós e desprotegidas?...

 

Quis o destino traze-las a este mundo

Pelas mãos de um ser infecundo

Que abraçou o milagre da vida

Sem qualquer temor ou dúvida!

  

A médica.... adoptou as crianças...

À menina chamou "Esperança",

E ao menino chamou "Amor".

 

Ambas cresceram, lado a lado,

Unidas pelo sangue ...pelo passado,

Unidas na alegria e na dor!!!!

 

Titta Butterfly

publicado por poesiaemrede às 01:25
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(141) Te quero...

Te quero...

“E quando o corpo pede um pouco mais de calma” e a minha razão implora por mais esta calma, mas tenho sentido uma mistura tão gostosa de emoção, desejos, vontades, medos como mantê-los em mistério é uma questão difícil!!!!to com vontade de gritar que eu te quero, vontade de te ter em meus braços, um desejo inaceitável, inexplicável de me prender em teu corpo, num abraço apertado e apaixonante, beijar teus lábios como jamais beijei com a mais intima vontade de mergulhar fundo nas entranhas dos teus sentimentos.
Gostaria agora de estar contigo, agarrada a teu corpo sentindo o leve toque de suas mãos, apreciando teus beijos, me apertando em teus braços, sentindo teu cheiro, tua respiração que envolve minha nuca, deslizam por meu pescoço, sobem ao meu queixo, aproxima-se do cantinho da orelha e murmura palavras que só eu sei!!!Só eu e você amor e ninguém mais!!!!
Preciso me sentir desejada, preciso que me olhe daquele jeito que sempre quer e pode ter mais. Necessito que acalme essa desaceleração irresistível do meu coração ou melhor necessito que o deixe mais desacelerado para poder cada vez mais e mais me proporcionar mais momentos maravilhosos!!! Quero te ter ao meu lado não apenas para aproveitar da paixão, mas para sentir que esta comigo, que posso contar contigo, que posso adormecer em teus braços confiante que meu sonho será bom, ter você para me escutar e ter a mim para te ouvir sempre...preciso te contar como vai meus dias!!! Falar dos meus medos e desejos!!! Quero deixar você não apenas entrar mais fundo em minha vida mais principalmente em meu coração tão amargurado, traumatizado e carente!!! Quero não ter medo nem vergonha de amar, quero não ter receio nem pudor em me entregar! Quero ou melhor te quero!!!!
Preciso sentir tuas mãos acariciando meus cabelos ate me fazer dormir e num sono  confortável por te ter ao meu lado, sentir sua mão cada vez mais deslizando no meu corpo, mordendo meus lábios!!!sentindo profundamente o saber delicioso de um beijo apaixonado, quente, caliente!!! Porque você não vem meu bem larga tudo e vamos fugir...agora...pra um lugar só nosso!!! Nosso mundo....nosso amor...te quero sempre em minha vida...


                                                                                                                                                           By Jak

 

publicado por poesiaemrede às 01:21
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Quinta-feira, 29 de Março de 2007

(140) Infinito

Infinito

Gostaria de poder voar e tudo alcançar
Cruzar o céu, desertos de terra e mar
Para que apenas com um doce gesto
Em meus braços te pudesse albergar

Fosse o horizonte o meu alento,
E a sua linha apenas fruto da ilusão
Tão inexistente seria o meu tormento
Se nesse abraço estivesse o teu coração

E esta ânsia que me percorre
Na tua longa distância de devastação
Nessa linha em que o tempo corre

Nada passa para além da solidão.
Será este desejo apenas fantasia,
Ou ter-te-ei eu novamente um dia?


Arine Malheiro
publicado por poesiaemrede às 16:17
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Quarta-feira, 28 de Março de 2007

(139) Sonhar é viver...

Sonhar é viver…

 

Sonhar é viver...
É deixar a vida acontecer.
O importante é fazer de cada minuto uma vitória,
Uma glória, Um sentimento...
Que se conquista a todo o momento.
Sonhar também é ficar feliz
Sonhar é encantar,
É saber esperar.
Porque todos nós sonhamos!
Sonhamos com todas as coisas
Que desejamos ter e não temos!
Sonhamos com os nossos sonhos
Sonhos feitos à medida da nossa cabeça!
Sonhamos com amores
Amores feitos à medida dos nossos corações.
Não vamos deixar voar os sonhos.
Vamos segura-los com a mão,
Com Ternura, com Paixão…
Não vão eles fugir…
Mas… Se partirem, se isso acontecer,
Vamos então deixar que partam mas apenas
Com um suspiro!
Por isso não vamos deixar morrer o sonho.
Vamos lutar à nossa medida!
...e se não conseguirmos aprender a sonhar
Mesmo depois de tanto tentar
O mais importante é saber que esse dia
"um dia vai chegar"
 e que vais PODER SONHAR...!
SONHAR À TUA MEDIDA!


Autor: Cristina Videira
publicado por poesiaemrede às 17:28
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(138) Momento de Amar

Momento de Amar
 
Quem dera o tempo
poder parar,
porque o tempo...
O tempo é sempre um momento
quando te estou a olhar!
Sonho contigo
ao dormir...
Acordada.
Vivo a sonhar.
O que será esse fascínio? 
Que terá esse teu olhar?
Será veneno?
Ou encanto?
Apenas sei...
Amo-te tanto.
 
Maria Fernanda Ruela
publicado por poesiaemrede às 10:38
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(137) Amar com seis sentidos

 

Amar com seis sentidos

 

Respiramos o delicado perfumar,

Incenso de jasmim num quanto quente,

Duma aura mágica que se sente

E onde pudemos nos embriagar.

 

Uma lamparina de azeite a arder,

Impede a escuridão de entrar

Em almas que desejam se amar,

Em corpos anseiam se conhecer.

 

Entregamo-nos ao quente demulcir,

De chocolate com pimenta dos beijos,

Que fantasiam quiméricos mil desejos,

Todos únicos desejos ainda por vir.

 

Lençóis rubros e aveludados em cetim,

Estendem-se em convite sobre o leito.

Tocam-nos suaves num gesto perfeito,

Perfeito encanto de um romance sem fim.

 

Sons orientais nos elevam e transportam

A templos eternos perdidos no tempo,

Eternidades de um amor desatento

 - vidas esquecidas que retornam.

 

Os sentimentos das almas requintadas

Confundem-se numa luz única e pura.

Transcendemos sonhos e anseios sem cura

E vibramos em energias unificadas.

 

Vera Novo

publicado por poesiaemrede às 02:46
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(136) "Sem título"

"sem titulo"

 

Se os teus olhos não fossem tão belos

e a noite não se tornasse tão clara,

andaria confuso, sem sentido algum

pelas ruas geladas dos sem rumo.

 

Noutra altura, que não esta, pássaros voavam

graciosamente sobre o teu céu de pétalas

e os Zéfiros, incansáveis, belas melodias tocavam

nas clareiras esquecidas por entre as frestas,

de onde sorrateira fugiste.

 

Todo o império do Paraíso ruiu na escuridão,

pois de lá te esgueiraste para o meu coração

e desde então, toda a poética de viver Só

deixou de existir, porque a companhia de um Anjo

em mim se fez sentir…

 

autor: ALPHA

publicado por poesiaemrede às 02:45
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(135) Poema Tropical

Poema Tropical

quando o amor encontrar,
para Porto Seguro irei remar,
mas se tudo não resultar,
o mais certo é me afogar!

desde sempre quis namorar,
e o amor eterno encontrar,
mas não me contive,
e para as Maldivas lá fui morar!


Roberto Traguedo Eliseu

publicado por poesiaemrede às 02:42
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Terça-feira, 27 de Março de 2007

(134) O que sinto : é amor

   o que sinto : é amor

o que sinto quando corro para o meu cão ou acaricio o meu gato?
o que sinto quando salvo um pardal encurralado?
quando dou pão a quem está esfomeado?
ou abraço o nosso pai já velho pacato?

o que sinto quando rego aquela flor e vislumbro a sua cor?
o que sinto quando cheiro as ondas deste mar?
quando as lágrimas salgadas ferem de dor
os olhos que vêm partir, o que nunca mais vou poder contemplar?

yola
publicado por poesiaemrede às 01:11
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(133) Play

Play


Vou tentar explicar o quanto gosto de ti
Ontem transmitiste-me tantas coisas boas quando adormeci
Não consigo imaginar a minha vida sem as tuas melodias
Agradeço-te eternamente todas as melodias
Fazes-me rir
Fazes-me destruir
Fazes-me chorar
Fazes-me cantar a dançar, enquanto te tento abraçar

Depois fazes-me parar para pensar…
É tão bom estar sozinha contigo
És mais que um amigo
Posso-te chamar nomes a provocar-te
Sei que com isto não vais dizer que estou a chatear-te
Posso-te amar, e sei que contigo posso sempre contar
Sei que vais estar sempre aí para me ouvires desabafar
És mais que um calmante
És infinitamente mais relaxante
És todos dias a minha amante
És tu que muitas vezes me fazes ver o que é realmente importante
Não consigo explicar o que sinto às vezes quando te ouço

Pões-me num estado inexplicável de alvoroço
(…)
Acompanhas-me para todo o lado
Esteja eu na rua, ou na cama deitado
És uma parte de mim
E sinto-me bem, porque sei que entre nós nunca vai haver um fim
Acredita que nunca te vou largar
Até ao fim dos meus dias, vais-me sempre acompanhar

É a ti que eu sempre vou amar
Simplesmente porque a música é algo que eu nunca hei-de deixar de gostar…

Inês

publicado por poesiaemrede às 01:08
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(132) Continua*

Continua*

Porque é que não consigo esquecer o passado
Porque é que não consigo esquecer, nem o teu calçado
Porque é que passados dois anos és pensamento permanente
Porque é que passados dois anos me provocas um sentimento deprimente
Porque é que no fim de pensar que tinha finalmente acabado
No fim de estar novamente apaixonado
Penso no que sentia, ou sinto por ti
E me apercebo de que agora não é nada, comparado com o que vivi
Porque é que nunca dizes nada
Porque é que nunca perguntaste por uma namorada
Porque é que tens medo de perguntar
Porque é que tens medo do meu olhar
Porque é que nunca mais apareceste por cá
Porque é que insistes em responder "sei lá"
Porque é que quando tento ligar não atendes
Porque é que dizes que estás bem, quando estás em momentos deprimentes
Porque é que me marcaste tanto
Porque é que não consigo pôr-te a um canto
Porque é que mal falas comigo
Porque é que não queres que eu vá ter contigo
Porque é que olhar para uma foto tua me provoca um sorriso tão triste
Porque é que não te queres lembrar do que sentiste
Porque é que não sorris o que já sorriste
Porque é que agora mentes sobre o que nunca mentiste
Porque é que não te esqueço
Porque é que tanta vez, é a pensar em ti que adormeço
Porque é que não te mereço
Porque é que não podemos ter um novo começo…?
 
Marta Ribeiro
publicado por poesiaemrede às 01:04
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(131) Tu és...

Tu és...

 

Meu amor

Junto do rio, és o mar.

Junto da prata, és ouro.

Junto do demónio, és anjo.

Junto do ódio, és o amor.

Junto da tristeza, és a alegria.

Junto da lágrima, és o sorriso.

Junto do débil, és forte.

Junto da repressão, és a libertação.

 

RITA  GOMES

publicado por poesiaemrede às 01:02
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(130) Amor de Noite e Dia

Amor de Noite e Dia

 

Meu amor, eu sou a noite,

Meu amor, tu és o dia.

Que o meu coração se afoite,

A controlar-te a rebeldia.

 

Se todas as noites pernoito,

Contigo no pensamento,

Merecia em algum momento,

O beijo, que no peito acoito.

 

Dá-me uma réstia de esperança,

Dá-me Sol na noite escura,

Furta -me desta tortura,

Faz-me sentir uma criança.

Lá em extremos opostos,

Quando a noite beija o dia,

Há uma luz fugidia,

Espalhada nos seus rostos.

 

Autor: Diaenoite

publicado por poesiaemrede às 00:59
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Sábado, 24 de Março de 2007

(129) Aparece

Aparece


Onde é que tu estás?
Porque é que não apareces
Só queria que pudesses conhecer-me, mas não me conheces
Só queria que me aliviasses este sofrimento
Tenho sempre a sensação que não aguento isto nem mais por um momento
Não aguento isto dentro de mim
Agarra-te a mim, ou põe-me um fim

Não te escondas mais por favor
Tira-me deste círculo em que nada é animador
Salva-me disto
Tira-me este quisto

Dá um rumo à minha vida
Faz dela a minha história preferida
Dá-lhe um sentido
Diz-me que sim ao ouvido

Imploro para me preencheres este vazio do meu lado esquerdo
Quero deixar de ter medo
Tremo só de pensar que esta solidão pode ser vitalícia
Estou com dificuldade em acreditar que a felicidade não é fictícia

Liberta-me disto, ou então eu desisto
Tenho força, mas a tanto não resisto
Traz-me o meu sorriso de volta...
Por favor aparece antes que todo o meu amor se transforme em revolta...


Abel Ferreira

publicado por poesiaemrede às 18:01
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(128) Graças a ti...

Graças a ti…

 …Agora posso dizer que SIM!

Que sorrio de maneira diferente

Que a vida brilha mais para mim

E me ilumina com a sua alegria permanente…

Posso dizer que fui abraçada pelo mais belo infinito céu

E levada para junto das mais cintilantes estrelas…

Agora que te tenho…

Para me protegeres…

Para comigo os bons e o maus momentos viveres

Para com um sorriso mais tarde os recordar

Caminhos cruzados,

Carinhos partilhados, sentimentos adorados…

As palavras que me dizes, o teu toque, o teu olhar…

Faz-me agora acreditar

Que sou uma pessoa mais feliz.

Que tenho um tesouro tão precioso, que tanto quero guardar…

Adorar…respeitar…amar…

Ficar mesmo eternidades a contemplar a sua beleza

E até mesmo a riqueza que trouxe para a minha vida.

Quando o abro não vejo ouro ou diamantes,

Tão pouco belas jóias ou notas grandes,

Vejo e sinto paz, brilho…

Sentimentos tão fortes e intensos

Tenho orgulho em mostrá-lo…aos sete mares ou quatro ventos,

Vou guardá-lo para sempre, dento de mim eternamente…

A ti meu tesouro eu te peço…

Que continues comigo de mão dada por este caminho mágico…

Onde o destino fez questão de nos cruzar…

Não em vão creio eu…

Por isso juntos vamos continuar!!!

  

Cátia Afonso

publicado por poesiaemrede às 17:46
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(127) Je T' Aime

Nome: Free
Titulo: Je T´ Aime

Com os pés... na areia... Me distancio... de ti...
Como se num lugar... Longíquo... ao longe...
Te pudesse... Ver de muito... mais perto...
Sim... Percebo... que não me... entendas...
Mas não entendo... que não me... percebas...
Teu sorriso... escondido... timido...
Ou envergonhado... sem dar conta... de que também...
Eu... ainda... estou aqui... encantado... por te olhar...
Teu cheiro... Que se evapora... dentro...
De meu coração...
Como nuvens... ao redor...
Eterno... será... como poesia...
Escrita... descrita...
Por humildes... dedos...
como ao dedilhar... as notas... de um piano...
Como as folhas... que não guardo... mais...
Na gaveta... Sim... a mesma gaveta... cheia... de um vazio...
Que cerrado... em teu peito... acabou... por acabar...
Nunca... se tem direito... a algo...assim...
Como almofada... que aconchega... o pensamento...
Á noite... de tarde... numa manhã... pela madrugada...
Na cupula... do alto... uma voz... que chama... por ti...
Por mim... Por vozes... que em conjunto... deixam salas...
Cheias de preces...e desejos...
Que para... muitos... cumpridos... nunca serão...
Já foram...
Posso esperar... mas não tenho tempo... Pois...
Ele vai partir... E não espera... por mim...
Como eu... posso esperar por ti...

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Sexta-feira, 23 de Março de 2007

(126) Amanhecendo em ti


               Amanhecendo em ti


É da tua boca o gosto das cerejas matinais
Quando os nossos lábios se descobrem ao nascer
Do sol, nas áleas quedas da cidade, ancestrais,
Onde vagueia a frutuosa brisa do prazer.

E o tempo pára sem urgência nesse instante
E sem pressa me aconchego no teu corpo
Como um navio que acosta no seu porto
E do revoltoso mar já só evoca o som distante.

Amanhece em nós a euforia dos sentidos,
Na tua pele a minha pele consumida
Estremece a cada gesto impaciente da investida.

E já despontam sonhos derramados em sorrisos
Quando a manhã acorda em tons de fogo e de doçura
Deixando nos lençois o aroma etéreo da ternura ...


                          Ana Lee
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(125) Sentimento do Amor

Sentimento de Amor

Coração perdido no silêncio da voz,
no desespero da espera entrecortada;
Asa ferida no voo ingénuo e indulgente,
na incerteza de ser gente, ou até,
de ser profissional competente,
capacitada para sorrir,
mesmo quando e apenas apetece chorar...
Oprimida, alma encrostada,
em desejo escaldando o peito,
que esbraceja em turbulentas águas
e se afoga, e se esfuma, e se queima.
Sintonia de marfim, acácias e também jasmim,
e outras flores,
desiderato de amores fortes,
de paixão alucinante
e fragrâncias de saudade...
Quisera ser o meu e o teu odor,
num pleno rasgo de sabor
que um beijo um dia prometeu...

Lilás
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(124) Querer Bem

Querer Bem


Quisera dizer tudo o que sinto
Dizer oferecendo uma rosa
Quisera dizer tudo, mas como?
Se mil rosas ainda é pouco
Pra mostrar meu bem, quanto te amo!

Quisera dizer tudo o que sinto
Dizer oferecendo um poema
Mas poema não dizem que te venero.
Porque são as palavras tão pequenas...
Não expressam sequer quanto te quero!

Então fico absorto em teus gestos.
E digo com os olhos, que te adoro
Fico a mostrar, meu querer bem.
Já nem posso dar-te a minha vida
Porque a minha vida, já a tens.

    Didico
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(123) Magia transparente

Magia transparente

 

Quando pela manhã se abrem as janelas

E entra a brisa da felicidade, isto é magia.

Quando se cheira uma rosa encantada

E se sente o perfume de um beijo ardente, isto é magia.

Quando os raios escaldantes do sol

Se transformam em fonte eterna, isto é magia.

Quando se mergulha nas gotas da chuva

E navegamos pela imensidão, isto é magia.

Quando se toca na cores quentes do por do sol

E descobrimos cânticos dourados, isto é magia.

Quando se vê no reflexo do brilho do luar

Os contornos íntimos da sua beleza,

Se sente o perfume ardente do teu beijo,

O calor penetrante da tua ternura,

A imensidão absorvente do teu carinho,

Isto é AMOR.

 

 

Jorge Viegas

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Quinta-feira, 22 de Março de 2007

(122) Margens de mim

Margens de mim

De Sol e água me dispo
Com o  manto da areia dourada me cubro.
Meu corpo é um rio onde te escondes
nas margens de mim.
Procuro-te entre lagos de verde e esperança.....
Mas o azul do  céu espelhado
não me devolve a tua imagem.
Não te encontrando
Despenho-me no Mar...Enfim!

Clara

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(121) Sou... Ser...

Sou... Ser...

Sou essência não descoberta envolta em aparência,
Sou presença sentida na própria ausência...
Sou corpo presente,
Ser fragilizado que se sente!

Sou parte de um pensamento,
Sou escrava do meu próprio sentimento...
Sou tudo aquilo que me transcende,
Ser indefeso que se prende!

Sou luz no dia que não realça,
Sou escuridão na noite que nada alcança...
Sou parte insignificante,
Ser à deriva numa busca incessante!

Sou prisioneira do teu ser,
Sou dependente do teu querer...
Sou viciada em tudo que te envolve,
Ser perdido que por TI se move!

Sou ser que quer que queiras querer,
Sou ser que deseja que desejes desejar...
Sou ser que por ti voltou a viver,
Sou ser disponível... unicamente para TE AMAR!!!

Patrícia Pinheiro

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(120) Hoje olho-te

 

Hoje olho-te

 

Hoje olho-te com a indiferença de um passado distante,
Já não sinto aquele aperto imenso dentro do peito,
Já não sinto o coração a bater descompassadamente,
Já não baixo o olhar, limito-me a seguir adiante,
Já não sinto mágoa, nem dor nem sequer despeito,
Já não sinto tristeza nem choro como antigamente.

Hoje olho-te à distância de um amor imenso
Que foi sem nunca ter sido mais que uma ilusão.

Hoje olho-te à distância e com um sorriso penso
Que és de todas a minha mais doce recordação.

Hoje olho-te à distância e não consigo evitar a saudade
Que a tua simples presença traz à minha memória.

Hoje olho-te à distância e sinto em mim essa verdade
Que me diz que és sem ter sido a minha melhor história!

 

Helena

publicado por poesiaemrede às 19:11
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(119) Moras num livro

Moras num livro


Moras num livro envelhecido pelo tempo
Em que encerrei o teu corpo, príncipe da fantasia
Na infância longínqua em que o destino nos sorria
E onde te fiz cativo da infinidade de um momento.

Hoje abri esse livro com perfume a nostalgia
E de novo te amei em cada promessa louca e renovada.
Estavas inteiro, esculpido nas palavras da poesia
De semblante efebo e de olhar quedo no nada.

Infante forjado numa manhã serena e fria,
Desejo seria colher-te das descoradas folhas de papel,
E levar-te a beijar o vento nas asas de um corcel

Sou a mesma criança absorta e de face vazia,

De olhos negros e fundos como o coração da noite.
Moras num livro, onde o idílico amor ainda é doce...


@utora - Júlia Adriana Moura

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(118) Pra que nome?

Amo como todos os que se aventuram
Sofro como todos que amam
Pois o vasto campo de tal sentimento
É cercado por todos os lados
É inerte por todos os dados
Por todos os donos, usados
É como a terra que enterra e vive
 
Amo sofrer pelo plágio
Dar a mim o sentimento alheio
Roubar e doer com o outro
Na platonicidade crua
Despir os clichês que nos cobrem
Linchar a pele sedenta, nua
Me arrisco na mesmice
E encontro – com espanto – minha glória
 
Amo arder na geleira das paixões
Derretem no dia seguinte
Fundem e fodem na mesma tigela
Assim fecho os olhos e sinto-me fera
Entre a selva vermelha de fios
Entro e me vejo em alívio
Ávido vício, ácido vínculo
Dentro me perco, me ganho, te amo.
   
 
                                                                       Cadu de Oliveira.
publicado por poesiaemrede às 00:57
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(117) Solidão

Solidão
 
Eu detesto-te,                            Às vezes
Nunca mencionaria                     Ou diria                                               
"Amo-te",                                   Amo-te  
Sempre                                     Ou quando pudesse
Me abominaria                           Falar de ti
Pensar em ti                              Beijar-te por inteiro
Seria Ignóbil                               Desejar-te assim
Seria maravilhoso                       Enlouquecedoramente
Viver sem ti:                               Extasiante!
Dá-me alegria                             Não te ver 
Só, só de te sentir                      Dolorosamente
Sinto em mim                             Ardor e Rancor
Tomam-me completamente          Tomam conta de mim
Cólicas e náuseas                       Fortes sentimentos
Que me contundem                     Que se confundem
Provando, tornando evidente         Claramente elevando 
De um modo manifesto                o meu amor por ti!!!
"o meu grande amor por ti!"                    (...)
 
 
Alexandre Quinteiro
publicado por poesiaemrede às 00:48
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(116) "Triefe"

"Triefe"

Foi fácil chegar aqui
P'ra um dia te encontrar
Ai tempo que já vivi
Não te posso deixar.

O dia que eu partir
Saudades vão ficar
Depois eu vou sentir
A falta de te amar...

Se olhares para trás
E me vires a sorrir
É que não sou capaz
De sem ti prosseguir.

Cada vez que te vejo
O sol canta comigo
Na doçura de um beijo
Canto agora contigo.

F.F.F.

publicado por poesiaemrede às 00:46
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Terça-feira, 20 de Março de 2007

(115) Partiste, sem satisfação

Partiste, sem satisfação
 
 
Quando em meu leito
me deito
me deleito
e penso em ti
Não sei se é meu o defeito,
isto que sinto em mim.
É uma dor no peito,
que escurece a minh' alma,
já não sei se tem jeito,...
este princípio sem ter tido fim!
Que mal o meu ser terá feito?!
Para partires assim?!
Tento arrancar-te do meu coração,
mas, por mais que busque a calma...
Foste embora, e, ... nem uma satisfação!
 
 
 
Anabela Quental
publicado por poesiaemrede às 18:22
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Segunda-feira, 19 de Março de 2007

(114) União

União
 

Percorro o teu rosto com os meus dedos.

Descubro todos os traços no escuro.

A tua forma já não tem segredos

E o sentimento é cada vez mais puro.

 

Preparo a cada dia o meu futuro

Afastando de mim todos os medos.

É contigo que nele estou seguro

Mesmo sem saber todos os enredos.

 

O teu corpo paira em minha memória

E o teu futuro será minha história

De alegrias, prazeres e paixões.

 

Não me int’ressa longe de ti a glória

Mas bem perto p’ra sempre as emoções.

Basta p’ra isso unirmos corações.

 
                                       José Cachetas

publicado por poesiaemrede às 19:55
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Sábado, 17 de Março de 2007

(113) Ode Única

Ode Única

 

Sabe lá alguém aquilo que eu só sei

Angústia por dentro, estado de devaneio

Ser um pranto da ledice que fora

Luz que de repente virou sombra

Dia que se transformou em noite

 

Amigo da alma e do corpo amante

Fui cúmplice, sócio, parceiro teu

Fado que deixaste neste destino

Sozinho e ermo e carecido

Solto neste ai que me prende

  

Raul Guedes

publicado por poesiaemrede às 02:14
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(112) Lá na esquina da casa

Lá na esquina da casa

 

Lá na esquina da casa onde nunca me deixaste entrar
Desenrola-se um romance
                                     de faca e alguidar
E há demasiados palavrões para que percebamos o que se passa.

Lá na esquina da casa onde nunca me deixaste entrar
O sangue e o sémen
                             espalhados pelo ar
Dão o mote para o começo das nossas almas próprias.

Lá na esquina da casa onde nunca me deixaste entrar
Escrevem-se poemas
                              de sonhos d'encantar
E copiámos adultices para dizermos um a outro.

Lá na esquina da casa onde nunca me deixaste entrar
Perguntaste-me para quem eram
                                               os punhais a latejar
E eu respondi-te, «para tanta gente, e gente nenhuma».

Lá na esquina da casa onde nunca me deixaste entrar
As pessoas olham atentas
                                     para o lento desmoronar
E separamo-nos, para nunca mais lá voltar.

 

Pedro Miguel Santos

publicado por poesiaemrede às 02:11
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Sexta-feira, 16 de Março de 2007

(111) Amor

AMOR

 

Quem de nós não já amou?

Que atire a primeira pedra aquele que nunca suspirou por alguém.

Amor bandido, louco, indecente....

Amor casto, recatado ou inocente.

 

Que diferença isso faz?

Ser feliz é o que importa.

Amor não se apreende, apenas se sente.

Aquece a alma, preenche o coração da gente.

 

O que seria, então, o amor?

É o que todos, aqui, pretendem expor.

Pra mim, é a unidade na diferença.

O se fazer presente na ausência.

 

Pra você, pode ser renúncia, abstração.

Desejo, companheirismo ou até mesmo castração.

Teria mesmo o amor uma definição?

Creio que jamais chegaremos a uma resolução!

 

Amor é isso....

Algo transcendental, mágico, original.

E eterno ou não...

Será sempre vivido de forma individual!

 

MARIA CÉSAR GALDINO

publicado por poesiaemrede às 15:53
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(110) Sinto...

Título: "Sinto..."

Sinto dor, sinto traição
Sinto que já não sou feliz
Sinto medo e solidão
Sinto aquilo que nunca quis.

Sinto o escuro que me cobre a vista
Sinto que o teu coração já não é meu
Sinto que outro o conquista
Sinto que o nosso amor se perdeu.

Sinto que não quero mais sentir
A dor que me invade o ser...
E não te deixa partir.

Sinto que talvez não vá aguentar
Viver até morrer… sem ter
Junto a mim o teu olhar.

por Carlos M. Barros
publicado por poesiaemrede às 02:21
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(109) Paixão Proibida!

Paixão Proibida!

 

Estou a sofrer imenso por uma paixão proibida…

Ao vê-la meu coração

Arde de emoção

Meus olhos, meus olhos brilham

Quando, com os seus se cruzam

E, eu fico sem jeito

Sinto um enorme aperto no peito…

Eu sei que não devia!

Nem podia!

Mas, eu não consigo, não consigo não!

Deixar de sentir essa paixão

Eu sei, que não era para acontecer

Mas, foi mais forte que o meu querer

Eu sei, que não devia assim pensar

Mas, queria tanto a poder beijar

Queria tanto o calor do seu corpo sentir

E do meu lado vê-la a sorrir

Queria tanto conseguir lhe dizer

O que por ela estou a sentir e a sofrer…

É intenso o que sinto e o quanto a desejo

Sempre que a vejo

Eu sei, e a cada dia que passa, aumenta essa paixão

Que arde intensamente dentro meu coração

E me deixa a sofrer

Mas, não lhe posso dizer?

Não sei! Tenho tanto medo de a perder!...

Porquê?... Porque não a posso ter?

 

Francisco José

publicado por poesiaemrede às 02:19
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Quinta-feira, 15 de Março de 2007

(108) Momento

Momento

Será a vida a raiz de todos os problemas
Sobre os quais não tenho controlo?
 Ou a morte que amedronta os meus esquemas
E me faz ser apenas mais um tolo?
 
Tentando não pensar no que sonho, desejo tão anti-natural
Mas continuando no entanto a querer sentir
O que só a imaginação torna real…
 
Fazendo-me esperar pelo que não há-de vir…
 
A mente, esse complexo auto-sustentável
Que nem a fantasia afecta
Puro nexo, sentido algo saudável
Do que a vida acarreta
 
Que atrapalha os sentimentos, não nos deixa ser quem somos
A falha dos pensamentos, que só nos lembra o que fomos
 
A diferença que um momento  faz, quando na incerteza nos perdemos...
A tristeza que isso nos traz e o que nela sofremos!
 
Quando ninguém compreende a nossa linguagem
E de nós só fica a imagem…
 
Frustração na cara latente,
De pessoa que a si mesma mente,
Tentando adaptar-se à realidade envolvente...
Tão triste! Pessoa que pensa mas não sente!
 
Marcos Almeida
publicado por poesiaemrede às 19:35
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(107) Os olhos do meu amor

Os olhos do meu Amor

Ah! se fossem meus olhos!
que sem ter mãos me tocam
E sem ter lábios me suscitam beijos
Esses olhos que me furtam o fôlego
Que dão medo n' alma
E outrora acalmam
Um coração tão só
Ah! se pudesse eu,
tocá-los com as pontas dos dedos!
E dizer-lhes que os quero meus
Esses olhos que me deixam nua
Que me fazem tua
Esses olhos que me dão adeus!
Ah! se pudesse eu,
Ser a dona deles
Se tivesse forças
De falar com Deus
Pediria a ele
Que tu fosses meu
E que eu fosse a menina
Desses olhos teus.

Ana Rosaria
publicado por poesiaemrede às 16:39
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(106) Quero cada uma das palavras que nunca me disseste...

Quero cada uma das palavras que nunca me disseste…
Quero os sorrisos fugazes que delineaste, sem os entregares…
Quero o mel da tua boca. O néctar dos teus lábios.
Quero um beijo prateado, cheio de estrelas e sonhos…
Quero adormecer na loucura dos teus olhos.
Quero navegar no teu corpo, e perder-me, eternamente, nesse teu infinito oceano de calor…
Quero escutar a tua voz na escuridão do silêncio.
Quero abrir as portas do teu coração, e explorar todos os tesouros que possuis…
Quero descobrir os códigos secretos da tua alma.
Quero beber do teu sangue.
Partilhar o mesmo cálice. A mesma cama. A mesma vida. O mesmo desejo ensurdecedor…
Quero gritar-te ao ouvido a palavra “amo-te”, e tatuar no teu corpo a textura da minha alma…
Quero viver num sonho aberto e colorido. Coroar-te princesa. E rainha.
E oferecer-te todas as pedras preciosas do mundo.
Quero conduzir-te até ao esplendor dos sentimentos,
E respirar da tua boca o brilho dos teus beijos…
 
João Costa
publicado por poesiaemrede às 16:38
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(105) Tempo

 

Tempo,

Tempo que não pára no tempo,

Eu,

Eu que não paro no tempo,

Tempo e eu,

Tempo e eu que não paramos no tempo,

Eu e o tempo,

Eu e o tempo que não paramos no tempo.

 

Tempo,

Tempo é assim,

Não para,

Só por meros segundos o tempo parece parar,

Segundos,

Segundos esses quando estou contigo,

Contigo,

Contigo o tempo pára.

 

Assim,

Assim devíamos estar sempre,

Juntos,

Juntos já que assim o tempo pára,

Para nós,

Pára nós o tempo pára.

 

Será,

Será que assim viveríamos eternamente,

Talvez,

Talvez juntos o tempo pare no tempo.

 

Autor: Luís Barros

publicado por poesiaemrede às 16:35
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(104) O que é o amor?...

Poema: O que é o AMOR?...

 

O que é o AMOR?...

Não há poema nem arte,

Não há mar ou estandarte,

Nem mesmo a força do vento

Que descreva o sentimento

Que o AMOR prolifera!!!

É o ar da primavera?...

É magia pura

Enquanto dura?...

É o estado de graça

Que nos toma e abraça?...

É o fogo que flameja

Sempre que se deseja?...

É cair na emboscada dum sorriso,

E… viver, em pecado, no paraíso?

É levantar voo nas asas do cúpido,

E… cantar vitória após estar rendido?

 

O AMOR …

É o império de todos os nossos sentidos

Que encerra mistérios desconhecidos….

O mundo gira em seu redor

Atraído pelo seu esplendor!!!

Até Freud e Platão

Buscaram uma razão,

Mas… o AMOR nem sequer tem peso ou medida!!!

É a força que comanda a própria vida!…

Em suma, o AMOR  

É algo, ainda, maior!!!...

 

Maria Mar.

publicado por poesiaemrede às 16:33
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(103) Bela doce adormecida

Bela doce adormecida
 
Oh!, palavra bela para te sonhar
Oh!, palavra doce para te beijar
Oh!, palavra adormecida para te acordar
Oh!, bela doce adormecida
Não tenho palavras,
Para sonhar de te beijar e acordar
E, nesse meu conto de fadas
Imaginar,
O quanto seria
Para sempre te amar...
 
António Blézio
publicado por poesiaemrede às 16:31
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(102) Somos dois inseparáveis

 

Somos dois inseparáveis
 
Numa paixão desmedida
Começámos mão na mão
E seguimos pela vida
Coração com coração.
 
Nunca pode ser esquecido
O tempo que já passou
Desde o dia em que o Cupido
Uma seta nos atirou.
 
Recordo tempos passados,
Com saudades de voltar
Àqueles beijos roubados
Que tu não me querias dar.
 
Fui ladrão, não vou negar,
No caminho dos teus passos
E foste tu a vir parar
À cadeia dos meus braços.
 
Carinhoso, eu procurei
Ser um óptimo carcereiro,
De tal forma que nem sei
Qual de nós é o prisioneiro.
 
Entre abraços e beijinhos
Sempre fomos tão amáveis
Como ternos passarinhos,
Um casal de inseparáveis.
 
                         Rama Lyon
publicado por poesiaemrede às 16:28
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Quarta-feira, 14 de Março de 2007

(101) Tons de azul...

Tons de azul…

 

Amar-te em tons de azul
Ouvir-te em cada silêncio
Fechar os olhos e sorrir...
A sorrir eu imagino
Danças de nublina
Fogos de sedução
Pulsações doces de ninfa adormecida...
Pulsações que me fazem enlouquecer e afogar-me em lagos de dor.
Enlouquecer em madrugadas de vazio.
Não sei onde moras
Nem onde dominas.
Sei que te amo
Em cada silêncio
Em cada sorriso
Em cada pedaço de escuridão...

 

Bruno dos Santos

 

publicado por poesiaemrede às 18:25
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(100) Se do claustro fechado das minhas mãos vazias...

Se do claustro  fechado das minhas mãos vazias...

 

Se do claustro  fechado das minhas mãos vazias

brotassem árvores refloridas de espanto;

Se, dos rios de pedras sem margens,

nautas caravelas encetassem rotas de viagens

e a saliva escorresse lívida, leitosa, amamentando

a Noite que chora... na boca da tua Rosa...

E dos teus lábios gelados se soltassem

Begónias singelas, em forma de palavras ...

 

Se as Andorinhas voltassem ao pousio

do barro dos ninhos na hora ruborescida

do final de todas as tardes.  E se as traças

não devorassem os bordados dos lençóis nupciais

e os brocados de castas toalhas, nos enxovais

dos sentidos virgens por casar ... 

 

E no olival as árvores erguidas não fossem mais

que somente vultos sinistros, retorcidos, confusos,

desenhados em registos de sombras a carvão,

no pálido fundo de cal - nos muros intransponíveis

do teu escuro quintal.  Os seus frutos ovalados -

grossos bagos - , se projectassem em turbinas de luz,

alúmen da candeia, efervescente luminescência, 

nas pupilas rasgadas do teu olhar fundo de Mar  ...

 

Te digo, meu Amor ... dispensaria neste Mundo

o brilho de todas as Constelações de Estrelas.

Tu serias o meu Sol eternamente a  brilhar!

 

Mel de Carvalho

publicado por poesiaemrede às 18:22
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(99) Primeiro Poema do Bambú Melodioso

Primeiro Poema do Bambú Melodioso

A chuva cai pela manhã
Grossas e majestosas gotas fluem
Como pensamentos ansiosos de jovens amantes
Rendilhados de pacientes anciãos ascetas

A sabedoria flui na água
Como a doçura do amor flui nos gestos dos apaixonados
O perfume inebriante da languidez melancólica
Acompanha as estações
Exibindo-se como um preguiçoso pavão pavoneante
Sob o som melodioso da flauta de bambú

A chuva cai pela manhã
Produzindo desejo de um calor
Que não cessa de parar o tempo
Ritmado pelo nenúfar vagaroso
De um lago imaginário
Onde a tua imagem aparece difusa e tentadora

Há também campos floridos
E ventos divinos que os moldam a perder de vista

 

carlospaulopereira

publicado por poesiaemrede às 18:18
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(98) Amor

Amor

Amor!!??
Ai! Outra vez não!!!
Esse malvado
Sem coração
Querubin alado!
Tem sido a minha perdição
Dispara por todo o lado
Sem a mínima comiseração
Desta vez? não, não quero!!
Faço tudo para ele errar o alvo
Mande a febre, os tremores
Suores frios
O raio do desvarios
Escolha outros amores
Pois não me deixa em sossego
Não há aspirina que me valha
Da última vez que tal aconteceu
O malandro acertou
Perdi o ar perdi o pio
Quase que me matou
Já não comia
Só o amor via
Deixou-me obcecado
Parecia o rei pasmado.
Mas não!!! Atire o raio da seta noutra direcção,
Trespasse outro coração
Talvez  a vizinha ali do lado,
Ela é que precisa de arranjar namorado
Eu não!! Muito obrigado.

Passo
publicado por poesiaemrede às 18:14
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(97) Amor

Amor

O amor são estranhos desenhos,
que uma criança dá aos pais,
Amor, são os sentimentos que um casal de idosos...
Amor...
Amor é apenas aquele friosinho na barriga,
quando um rapaz beija uma rapariga...
Amor é um simples sim...
Amar...
Um dia a lua perguntou-me o que significava...
Não sabia, e por isso fui perguntar ao sol...
Ala afirmou choroso:
-Amar é sofrer a ausencia,
é viver a distancia e continuar a amar...
Amar é um segundo de ternura,
uma hora de alegria,
e uma eternidade de pensamento...
O amor é maior que eu,
é do tamanho do universo...
Com tudo aquilo voltei para perto da lua e disse-lhe:
-Amar, é apenas sofrer, lutar, sorrir raciocinar e vencer...
Ela olhou-me espantada... Mas de facto,
O que é o amor para além disso?

Pseudonimo: tatiana franco
publicado por poesiaemrede às 18:12
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Terça-feira, 13 de Março de 2007

(96) Uma tela com sabor a saudade

Uma tela com sabor a saudade

A aurora surgiu
De um encarnado dourado.
Com o correr das horas
O dia vestiu-se de tons plúmbeos
Desanimadores...
Ao cair da noite
decido pintar-te
numa tela só minha
para sempre admirar-te.
Pinto-te...
Retratando o Tu que vejo,
e em mim fica marcado.
Chegaste, de mãos vazias sem promessas,
De homem palhaço te vestiste,
Arrancaste gargalhadas, acompanhaste sorrisos
Chegaste, sem promessas,
De mãos vazias.
E, eu vou-te pintando dia, após dia.
Argumentista convicto,
Rebelde sem causa,
Irreverente.
Chegaste, sem promessas,
De mãos vazias.
Conversador nato,
Ouvinte atento,
Mago sedutor...
Chegaste, sem promessas,
De mãos vazias.
Só com a certeza que te vais embora....
Um destes dias.

 
Rita Sousa

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Segunda-feira, 12 de Março de 2007

(95) Essa Palavra Sagrada

 
ESSA PALAVRA SAGRADA

Amor, palavra sagrada
Dita por quem tanto AMA
Mas que coisa abençoada
Muito mais, se for...na cama.
 
Amor pode ser paixão
Mas é também amizade
Que se tem no coração
P`los que amamos de verdade.
 
O Amor de pai é segredo
O de Mãe, esconde outro encanto
O meu esconde outro medo
Pois já partiu...entretanto.
 
O Amor maior do mundo
Seria a guerra acabar
E ver em cada segundo
Só a Paz...sempre a reinar.
 
Nasce cá dentro do peito
Essa palavra tão forte
Um Amor Grande e Perfeito
Durará ...até à morte!
 
 
Autor: Renato Manuel Valadeiro
publicado por poesiaemrede às 15:53
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Domingo, 11 de Março de 2007

(94) De livro aberto

 De livro aberto

 Com folhas desperto

 Me movo sem cansaço

 Com papel no regaço

 Me relaxo e ultrapasso

 Enquanto marco o passo

 

 Através de folhas me confesso

 Dolorosas letras com frente e verso

 Pensamentos dispersos

 Não creio no mundo sem letras

 Sem capas e frases tormentas

 Só creio em dias letrados que o são

 Vozes roucas de coração

 Pensamentos famintos

 Que embutem o ego

 Pergaminhos únicos nos quais escorrego...

 

 Porque estão lá

 Porque eu fui

 Porque me movi num mar que se dilui

 De pensamentos sem voz

 De momentos que de um mar sã0 a foz

 Por casas construídas com vidas moldadas

 Passos bem evidentes nas folhas que são calçada

 Me mostro como desgosto

 Disfarço porque não posso medos e desejos

 Despojos atirados de penedos

 Onde ondas másculas num mar refinado

 Viram páginas para o outro lado.


Luis Bacalhau

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Sexta-feira, 9 de Março de 2007

(93) Rosa

Rosa
 
Sou tão clara
Que uma gota de sangue
Rosa me faz.
E assim como a rosa, encanto.
Apesar dos aparentes espinhos.
 
Ao mundo deixo não mais que amor.
Foi assim para ela
À ela devotei as palavras mais doces
E um sussuro lívido nos dias tristes
 
À ela dediquei meu melhor poema
Rosas amarelas e uma canção
E o que fazer agora
Se dessa mesma boca ouço palavras tão rudes?
 
Tratou-me de forma tão descuidada
Como um jardineiro distraído
Que esmaga entre os dedos
Seu melhor botão.
 
Apesar de tudo, novamente passo
Rasgada por dores como fino tecido
Mágoas, pudera, não me endurecem
Sigo com meu amar assim tão instintivo.
 
Rumos nessa estrada
Suja de humanos
Mas meus trajes
Ainda estão limpos
                                       Júlia Almeida
publicado por poesiaemrede às 19:53
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(92) Poema sem título

Poema sem título
  
Esse olhar de menina
Nesse corpo de mulher
Toda a ora me desatina,
Esteja eu onde estiver!
 
Essa pele tão macia,
Esses olhos a brilhar...
O teu cabelo à solta
Por onde me perco a navegar!
 
Esse olhar irreverente
Impossível de domar...
Que me deixa tão contente
Por me deixar te amar!
 
Dois corpos, um coração
Com muito amor a bater.
Quando está longe dá sensação,
Que está triste, está a sofrer...
 
Ficaremos juntos então,
Sem ti não posso viver.
Pois um corpo sem coração,
Não tem vida, só pode morrer!

Joana Nogueira
publicado por poesiaemrede às 00:29
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(91) Amo logo existo

Amo logo existo
 
nada...mais que nada
nada mais que isto:
um conto de uma fada
ou de um nada,
frágil semente e germinação.
nossa mão e passos estrada a fora
fazem agora história de outrora,
outra hora que nada,
nada mais que isso,
assim nasceu.
 
algo...mais que algo
algo a mais que isto:
o nosso diálogo,
que mesmo logo
a seguir cresce a acção
deste sorriso e pudor que logo então
faz começar
tão somente a felicitar
feliz citar-te que logo
mais que algo
nada mais que isto
amo, logo existo.
 
                                   Benjamim Granate
publicado por poesiaemrede às 00:27
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Quinta-feira, 8 de Março de 2007

(90) Amar dói

Amar dói

revolta amarga da doce ternura do teu olhar
patética solidão provocada pela saudade da tua companhia

amar dói...

entristece, alegra, ridiculariza, eleva, mói
espasmos de violência preenchida com a beleza da agonia
poeta, pessoal, mal formado, mal acabado
faca que fere, corta o coração com simpatia
sorriso do ódio que me consome
despertar do amor que não dorme
amar dói...

lastprophet - Bruno Pereira
publicado por poesiaemrede às 12:32
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Quarta-feira, 7 de Março de 2007

(89) Ao ritmo soluçante do comboio

Ao ritmo soluçante do comboio
 
Vejo-te passar por mim,
Cada vez mais rápido,
Até seres só, raios de luz.
Caminhamos em sentidos contrários,
Direcções distintas,
Rumo ao norte
Rumo ao sul.
Já não te vejo…
Sinto apenas
A brisa quente,
O ar movido
À tua passagem.
No início foste vendaval,
Remoinho…
Pensei que janelas calafetar
Para não te permitir entrar.
Passada a loucura
Fica o carinho,
Talvez, ternura?
Hoje, és raio de luz,
Brisa calma
Ao descer da noite.
Cai o pano,
Acaba a cena.
Mais um poeta
Da minha vida
Que se ausenta.

Miriam
publicado por poesiaemrede às 19:31
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(88) Perder

Perder

Fui assaltado
Em minha história
Meu destino
E em minha sorte.
No querer
Não mais
Que o desvanecer,
A morte.

Foi perder a inocência
Viver sem sentido,
Foi correr na incoerência
O meu amor sentido.

Em mar de perdição
Secura abunda,
E em submersas visões
O tempo fecunda,
As profundas sensações
De um enredo
São vivências de um sonho
Onde não há medo.

Decerto não mais
Seguro teu sonho,
Nem escorro lágrima
Ou sinto o bater do coração,
Apenas me evado do sentir
Vou morrer na ilusão.

 

Bruno Miguel

publicado por poesiaemrede às 19:24
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(87) Não gosto do sol

         Não gosto do sol


Não gosto do sol,
Porque me seca as lágrimas.
Repudio a chuva porque as esconde...
Um sentimento frustrante invade minh'alma.
Sofro em silêncio gritando na escuridão.
Um grito surdo, inaudível aos insensíveis.
Nos confins deste sofrimento nasce um sentimento,
que acaba por morrer, antes de se manifestar...
Levando para o mais profundo desespero,
Toda a esperança de um dia te conquistar.
Derrotada assim pela solidão,
Continuo o caminho sem destino,
Acompanhada pela esperança, porém efémera,
Que acaba por se desvanecer.
Contrariando a desilusão sobrevivo,
Ao desafio que é viver sem ti,
Procurando mais uma vez sem encontrar,
O que pensara ter encontrado!
Ficando no ar a questão se,
Encontrarei alguém digno de um sonho,
Ou por quem me ouse apaixonar...
Tal como um dia me apaixonei,
Tal como um dia eu amei...

shofia santos

publicado por poesiaemrede às 19:09
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Terça-feira, 6 de Março de 2007

(86) Realidade Irreal

                                        Realidade Irreal
 
 
            Numa noite de Lua Cheia
            Foste, linda, aparecer.
            Eras um Anjo, uma Sereia…
            Imaginário do meu Ser?
 
            Tocaste, não era Ilusão,
            Com um olhar meigo e terno,
            Tornaste meu Coração
            Mais ardente que o Inferno.
 
            Fiquei então enfeitiçado
            Por esse Amor Irreal
            Com um toque de encantado
            E pouco de natural.
 
            Aproximaste e deste um beijo
            Que percorreu o meu Ser.
            A Alma ficou com desejo…
            O Corpo ficou a arder!
 
            Esse beijo de divindade
            Fez-me então acreditar
            Que para toda Eternidade
            Saberia o que era Amar.
 
            Pouco depois amanheceu
            O Real era Ilusão.
            Pois tudo o que aconteceu
            Foi Sonho do Coração…
 
 
Poema de: Vasco Paixão
publicado por poesiaemrede às 15:36
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Segunda-feira, 5 de Março de 2007

(85) Olhos nos olhos

Olhos nos olhos

 

Meus olhos nos teus,
teus olhos nos meus.
Escuta meu coração,
palavras com emoção.
Soltei minhas amarras,
recolhi nossas armas.
Evoco bons momentos,
revelo meus sentimentos.
As lágrimas a rolarem,
com frases por acabar.
Teu sorriso generoso,
tem efeito poderoso.
Ternura nos teus dedos,
afasta dúvidas e medos.
Derrubámos o muro,
passámos para o futuro.
Meu corpo satélite do teu.
Minha alma no teu céu.

 

Pedro Arunca

publicado por poesiaemrede às 15:54
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Domingo, 4 de Março de 2007

(84) Amor

Amor

Amante,
Que ama pelas noitadas
A alquimia contemplativa das mil e uma miragens.
Quero amar-te,
Sentir a razão irracional
Tocar na queda do segredo,
E que segredo,...
Quero ver o limiar de tudo
A luz do incondicional
Quero ressuscitar em mim, em ti...
A essência...
A felicidade universal
Juntar teu coração ao meu
Eternamente,...
Respirar a minha paixão, a tua paixão
E amar-te, amar-te perdidamente...

Ana Amorim

publicado por poesiaemrede às 02:56
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(83) O outro dia no paraíso

O outro dia no paraíso

 

O outro dia na praia, no paraíso

Foi o reviver de sentimentos

Nunca sentidos neste abismo

De meras emoções esquecidas.

 

O dizer de toda a verdade

Que sem querer quis que soubesses

Pois apenas quero que acredites

No que realmente a sentir estou...

 

Acredita! Musa inspiradora

Pois sentimentos eu escrevo

E não palavras que descrevem

Este meu enorme instinto

Que fica para lá de tudo o que sinto.

 

Criei... 4638 mas desesperei

E sem te tocar quis sentir-te,

Mas uma fobia por ti recriei

E senti... não conseguindo resistir-te.

 

Cansei de lutar, respirar, ate de viver!

Mas deixei o vento da noite levar

A dor que insiste em persistir.

No meu pequeno mundo ela é o mar.

 

Desistindo de ti te deixo aqui...

Para que perder seja uma vitória

Nesta batalha que me consome sangue

E me deixa preso a ti... Titinha!

 

                                    Vicente

publicado por poesiaemrede às 02:52
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Sexta-feira, 2 de Março de 2007

(82) Dor inassimilável

Dor inassimilável

 

 

A dor do amor

é uma dor que mata

lentamente,

devagarzinho.

Como um cigarro na boca de um bêbedo,

mastigadinho...

Como um papel mil vezes amassado,

de mansinho...

 

A dor do amor

é um ai

sem boca pra dizer...

É um ai

mais forte,

mais forte que os ais havidos...

 

A dor do amor

é isso,

é mais que isso...

É como um eterno tempo pra morrer

e novamente ser concebido.

 

 

Casí Isac

 

publicado por poesiaemrede às 16:42
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(81) Prisioneiro

Prisioneiro

É um galope esse fogo
Que arde no peito
O descontrole de
Multidões de desejos
Assim, fisgado como
Peixe no anzol
Em vão me debato
Buscando o meu Sol
De filho do aço
O meu coração se gabava
Vencido se envergonha
Se encolhe, se cala
Diante de meu algoz
Arrebatadora paixão
Não existe súplica
Piedade, perdão
Quero só minha
A fêmea desejada
Em longos dias
Infindas madrugadas
De busca insana
Por desertos sem fim
Já não sei quem sou
O que será de mim
Se cego ando em trevas
A Luz não é o meu tesouro
Mulher, é você
Fogo em minha carne
Meu bem mais precioso.


Autor: Rutinaldo Miranda Batista Júnior

publicado por poesiaemrede às 16:39
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Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

(80) Meu coração parou

Meu coração parou

Os dias passam
As horas correm
As certezas morrem,
E os olhos choram
Choram por não saber,
Saber se um dia me amaste,
E eu não paro de sofrer
Com a ilusão que criaste
Mataste o artista
Sem sequer dar uma pista
Do que no teu coração morrera
Esse amor que alguma vez batera.
Sei que não errei
E triste então fiquei
Pois no fim disto tudo
Descobri que em ti me enganei
E agora dizem que fui sortudo
Porque contigo acabei.
E eu respondo, não!
Não consigo apagar
Esta incessante paixão
Deixar de te amar
Sentir que acabou,
Não, só sei que o meu coração parou.

                                                  Escrito por: Aurélio de Sousa

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(79) O amor é...

O AMOR É...

O Amor, é como uma onda,

É uma onda de prazer

Que invade o nosso espirito sem que nós

Possamos algo fazer para nos defender.

O Amor, é como lava de vulcão

Que escalda e derrete o nosso coração.

É felicidade, é prisão,

É como um cão raivoso que ataca sem perdão.

O Amor, é um elástico

Que se estica tanto que acaba por quebrar.

É faca, é bisturi, é um fantástico

Instrumento de corte que acaba muitas vezes

Por matar.

O Amor é sádico,

Faz todo e qualquer comum mortal sofrer,

Mas apesar de ser sádico todos querem senti-lo,

E ver correr da torneira do coração

Um enorme fio de prazer.

José Ferreira

publicado por poesiaemrede às 00:48
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(78) Verbo Amar

Verbo Amar
 
                                            Aproveito a noite inteira
                                            Para me inspirar
                                            E de outra maneira
                                            Mostrar-te o verbo Amar.
 
                                            Pois não existe nada melhor   
                                            Que o som do escuro
                                            Para pensar no amor,
                                            Que sinto e quero para o futuro.
 
                                            Esteja acordado ou a dormir
                                            És tu quem eu vejo,
                                            Beijar-te, tocar-te e até te ouvir
                                            Esse é o meu desejo.
 
Bruno Assis Paixão
publicado por poesiaemrede às 00:38
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(77) Ofício de Amar - poema no feminino

Ofício de Amar - poema no feminino


Todos os ofícios requerem estudo
Mas o de amar precisa de braços, mãos calejadas,
Suor para erguer as pedras do nosso edifício.

Se a paixão sorri ao virar das esquinas,
O amor, ah! o amor de argamassa, pedra e cal,
Esse amor constrói-se das ruínas.

O ofício de amar deve ter um princípio, um meio e um fim.
Gostaria de não saber fazer outra coisa:
Amar. Amar-te. Dar tudo de mim.


Revel

publicado por poesiaemrede às 00:33
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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007

(76) Reparei


Reparei,
 
suas mãos, rebustas,
passavam meu corpo num árduo, desejo.
Seus lábios quentes e envolventes,
seu corpo, corpo meu, profundo amor.
Seu sorriso latente, permanente,
talvez por ser maduro ou vivera simplesmente.
Seus passos ligeiros,
encantavam olhares perversos,
e meus encantados por perversidade alheia.
Chamas de encanto e tanto brilho,
saudades d'abraços e sussurros ao ouvido.
 
E esperança que um dia volte.
 
 
Janete Sequeira, 15
publicado por poesiaemrede às 20:04
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(75) Ser tua

Ser tua

Uma coisa vou-te contar
Que já devias saber:
Se não for para te amar
Então não quero viver

Contigo partilhar
Momentos de prazer
É tão bom te amar
Porque e que me queres ver sofrer?

Tu fazes-me feliz
Sempre fizeste, sempre hás-de fazer
És só tu quem eu sempre quis
Sempre mesmo até morrer

Era bom na realidade
Que também gostasses de mim
Entende que te amo de verdade
Nunca amei ninguém assim

Não tentes fingir
Que este amor que sinto
Depressa vai partir
É tão verdadeiro
Como foi o primeiro
Porque e por aquele
Por quem quero sentir...


Sofia Coelho
publicado por poesiaemrede às 01:22
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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

(74) Arco-Íris

Arco-Íris
 
Fechei os olhos, cerrei-os para o sonho de ti
E corri para os teus braços envolventes,
Tão cheios de amor e mil mundos sem fim,
Protegida sob os teus olhos brandos e diligentes,
Brincando e sorrindo como nunca sorri.
E corri e de tão solta já voava
Ouvindo sons tão belos que a tua alma me cantava
E tão tua há tanto tempo te amava.
 
Meu anjo, que com asas de profeta do éter desceste
Abandonando o teu lar tão lindo e celeste
Tendo como único intento a realização deste amor.
Oh minha Ilusão que de mim tiraste a dor
Diz-me que me levarás para sempre contigo
E que me deixas fazer teu coração meu abrigo
Ou então solta-te dessas asas mágicas
De pássaro, de anjo, de um lindo nada,
Que eu já me libertei das minhas trágicas,
Laranjas e tão enormes asas de pequena fada.
E já não as quero laranjas nem de outra cor
Porque já não me embelezam nem me fazem voar,
Agora as minhas asas são o teu amor
Que me levam onde nunca pude imaginar
E só em ti encontro o doce sabor
De um arco-íris de todas as cores que já sei de cor.
 
Verónica Simão
publicado por poesiaemrede às 02:29
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Sábado, 24 de Fevereiro de 2007

(73) Ébrio de Água

Ébrio de Água

O teu corpo é um copo onde bebo
A pouco e pouco a beleza de mim
Um relvado onde me estendo assim
Num descuido solto que não percebo.

O teu corpo é uma pista de gelo
Onde a minha longa língua carmim
Se desliza indomada e enfim
Se despenha pelo cabo do medo

Da tua boca onde bebo trémulo
Em sôfregos golos de eternidade
Em castos haustos de fugacidade

A profecia que me deixa crédulo
Que tu a mim pertences em verdade
E só a mim, fonte, matarás a sede!


--
David Rodrigues

publicado por poesiaemrede às 19:39
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(72) Coisas do coração

Coisas do coração

E se o teu coração de ferro e aço
se derretesse no calor de um abraço?
E se o teu coração magoado e fechado
se abrisse com um sorriso iluminado?

E se os teus maiores medos e receios
desaparecessem atónitos e alheios?
E se os teus maiores sonhos e desejos
se realizassem numa promessa de beijos?

E se tudo o que sempre quiseste evitar
tivesse a força de uma onda do mar?
E se tudo aquilo a que sempre disseste não
tivesse o encanto de uma mágica paixão?

E se o teu coração de ferro e aço
se fundisse na ternura de um abraço?
E se o teu coração cansado desta solidão
batesse mais forte ao toque de uma mão?

E se tudo o que sempre te fez confusão
aos poucos abrisse uma porta no teu coração?
E se tudo o que nunca quiseste ter
fosse a luz mais brilhante no teu viver?

 

Hisalena

publicado por poesiaemrede às 19:35
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

(71) Chegaste num dia de chuva.

Chegaste num dia de chuva. Quando vieste,
trazias a lua sobre a prata do antebraço
e a vida repleta de espelhos partidos,
não permanecias.
Chegaste enquanto eu dançava sobre as mesas,
antes que os primeiros grandes aguaceiros iniciassem
o outono e o fulgor interdito de um corpo,
que antes enlouquecia lentamente sobre as mesas
na contemplação dos ventres das deusas antigas.
Essas que chegaram antes de ti.
Com as bocas cheias de sal.
Com as espáduas pintadas a cal.
só elas sabem como a carne é inculcável,
quando ama.
Com elas aprendi a soletrar as profecias
das rosas e a prece de olvidos
dos rios correndo
para o ventre das mulheres com o cio,
onde, na ânsia de lírio das mães,
germina o caule da veia,
se o amor é a equidistante distância,
o equidistante delta
das bocas abertas para a concessão da rosa
rente ao sucinto equilíbrio da cintura:
Barco naufragado no olvido
dos ventres escalando
a côncava nudez da permanência.

 

Luís Manuel Felício Lourenço

publicado por poesiaemrede às 15:42
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(70) Sem título

foi assim que ela nasceu...
de uma ideia junta de ingredientes específicos
sim
sentia a falta do pai
embora habitassem o mesmo T3
sim
sentia a falta de ser-se
embora se fosse
sim
sentia a falta de algo
embora, talvez,
tudo fosse
sim
queria saltar da ponte
embora nunca tivesse encontrado uma na qual se sentisse em casa.
Assim era ela,
a minha namorada

Ana Luísa - blogspot "literaturas, litteratur, litherature"

publicado por poesiaemrede às 15:35
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(69) Amar

AMAR

Cada um ama de uma maneira,
cada qual, ama como pode.
O amor é lindo!
O amor é tudo. Não importa como se ama, só importa o que se ama.
Se amas és amado! Temos várias formas de amar e ser amado,
mas estas formas levam ao mesmo lugar.
Sabemos bem a quem amamos,
mas sabemos também como amar.
Quando amamos nos libertamos
é no amor que encontramos vida,
é nele que nos alimentamos e nos fortalecemos.
O amor é lindo! O amor é tudo.
O amor é doação, é viver o outro, é querer o outro.
É dividir o seu amor com todos.
Se você vive o amor, não espera resposta.
Se é amor não importa,
no amor nada se perde só se acrescenta.
O amor é lindo! O amor é tudo.
Só quem ama sabe, só quem ama sente,
só quem ama respeita o sentimento do outro.
Só quem vive o amor,
só quem quer o amor investe nele.
Quem ama não fala, quem ama não recomenda.
Quem ama vive cada momento
e administra as suas carências.
O amor é lindo! O amor é tudo


Cláudia Camacho

publicado por poesiaemrede às 15:30
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(68) Silêncio

Silêncio

 

Fala-me sem falar

Perpetua esse perpetuar

Nessa língua omnipresente

Mais antiga que este linguarejar

Aquela que fez do animal gente

A única que perdurará

Muito para além da dor

A que nos une e em todos nós há

Fala-me sem falar, do amor

 

Rodrigo Coutinho

publicado por poesiaemrede às 15:24
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(67) Reconheço-te

Reconheço-te...

 

Reconheço-te...

... em demais chamas de rua, flocos de chuva que gemem.

Num rosto amado, num chão vidrado, prestes a saltar!

 

Reconheço-te...

...entre umas mãos amanhecidas de um orvalho quente.

Num canto abandonado, num sorriso farto de crianças a sonhar!...

 

Reconheço-te...

...num branco de papel, em letras de água que queimam.

Num toque desmedido, num olhar despido cansado de gritar!

 

Reconheço-te...

... num lugar insólito com uma saudade vencida de desejo.

Num passado caótico, num véu de cores a sincronizar!

 

Reconheço-te...

Oh, como eu te reconheço nesta estrada sentida!

E neste sonho onde me abandono em caminhada,

és a desordem da minha alma, a raiz do meu espírito...

... a única voz que me guia nesta viagem sagrada!

 

Cidália Morgado

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(66) Confidência

Confidência

 

Vou fazer-te uma confidência:

aprendi o ofício dos sonhos em versos

que se colam ao corpo, no fascínio ardente

de olhos teimosos de sonetos.

Há um espaço meu dentro de cada poema,

um espaço verde e cheio de areia,

um lugar de mudez, agasalhado de certezas.

Aprendi a voar em linhas, indecisa no azul

das canetas. Irada e louca aprendi a decifrar

enganos, nomes invernosos e pesados,

desfigurei névoas futuristas, dedilhei a medo

o estalar das pedras e das águas.

Parei no frio de uma manhã qualquer e

descobri as coordenadas dos meus sonhos:

perto, perto como as tuas mãos nas minhas.

Vou fazer-te uma confidência:

a tua presença é o tempo que volta,

é sinfonia que se cola ao corpo, no fascínio ardente

de olhos teimosos de sonetos.

Há um espaço meu dentro de ti,

um espaço verde e cheio de areia,

um lugar de mudez, agasalhado de certezas.

Nas coordenadas dos meus sonhos,

encontrei as tuas.

 

 

Márcia Gonçalves

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(65) "Amo-te"

"Amo-te"

Eu sinto-me perdido
em mundos de encantar
possuo um coração ardido
que tem muito para dar.

Eu aprecio a água do mar
e o vento que sopra em redor
eu tenho o poder de te amar
e o de pensar no pior.

Mas não sou feito de ferro
Não tenho um poder infinito
e vagueio sozinho lutando
num mundo de coração aflito.

E noto o quanto gosto de ti
e vejo tudo o que sou capaz
Observo o quanto sofri
e tudo o que deixei para trás.

Não sei quando te verei de novo
Não vejo o fim deste tormento
Mas noto um futuro diferente
deste presente de sofrimento.

E sonho... sonho bem alto
E das profundezas de chamo
E subo ao mais alto asfalto
Pra gritar ao mundo o quanto te amo.

Rui Pedro Sousa

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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007

(64) Os sonhos que não vivi

Os sonhos que não vivi
 
Na minha vida cinzenta e sem brilho,
Eu te encontrei
E por ti me apaixonei.
Sem saberes,
Coloriste o meu caminho
Com o teu sorriso e o teu carinho.
Sem quereres,
O amor, em mim, voltaste a despertar
E contigo, passei a sonhar.
 
Sonhei que vinhas ao meu encontro
E ternamente me segredavas…
“Que também, me amavas”
 
Mesmo sabendo que tudo foi ilusão,
Longe de ti e sem te ver,
É difícil te esquecer!
 
Sinto saudades dos momentos
Que contigo vivi,
Dos beijos, que não esqueci.
Sinto saudades dos sonhos,
Em que, por magia, aparecias
E com amor e ternura, me envolvias.
Simplesmente...,
Sinto saudades de ti
E dos sonhos que não vivi!...
 
Dina Rodrigues
publicado por poesiaemrede às 02:38
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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

(63) Amor

Amor
 
 
Eu sei, meu Amor
Que nunca passeámos
De mãos dadas
Pela margem da vida.
 
Que nossos braços
Nunca se deram
No abraço
Que a alma pedia.
 
Que nossos corpos
Ignoravam
A chama que neles ardia.
 
Mas nossos olhos, Amor
A um e a outro traíam
Inventavam jardins de beijos
E em cada flor                               
Saciávamos os desejos.
 
Lídia Borges
publicado por poesiaemrede às 17:14
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(62) Poema (de amor) abstracto

Poema (de amor) abstracto

Circunspecto, o Sr. Pablo pintor
assimila um verso do Sr. Pablo poeta.
Dois amantes felizes não têm fim nem morte.
Em frente da tela traça uns traços com raiva
E um ror de linhas paralelas e contorcidas
E uma catadupa de delirantes pinceladas.
Dá-lhes luz e movimentos sem nexo.
O pintor recua extenuado e relê o verso.

Os corpos foram desenhados em dois tempos.
Têm as mãos e as pernas e os braços enlaçados,
Têm olhos e nariz e boca e até sorriem
Mas são rostos subtilmente quadrados.

O poeta, em frente da tela, teria dito:
O amor é uma amálgama de cubos.
 
Paulo Carreira
publicado por poesiaemrede às 17:08
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Sábado, 17 de Fevereiro de 2007

(61) Amador

Amador
 
À volta dos Sentimentos
Erguem-se espelhos gigantes
Fazendo dos Pensamentos
Meras luzes cintilantes
Que se tornam diamantes
Quando acabam Sofrimentos.
se Sofrimentos não são,
são o oposto por certo.
no que toca ao Coração
o Pensamento é incerto
e nunca lhe chega perto
por estar preso à Razão.
mas a Razão bem conhece
que Coração a dirige.
e é nele que se esquece,
quando o Sentimento o aflige,
que o Amor só nos exige
o amor que ela merece.
Amor esse que nos quer
e oprime no seu manto.
para ele sou um qualquer
para mim ele é um espanto.
deste amor só quero tanto
quanto a mim o Amor me der.
Amador é o que ama
sem pensar no que é amar.
é o que sente aquela chama
que nele arde sem queimar,
e o fulmina devagar
no seu silêncio que brama.
 
Henrique Cachetas
publicado por poesiaemrede às 18:57
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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

(60) O teu olhar

O TEU OLHAR

 

Nos teus olhos lindos e profundos

Consigo ver todos os mundos.

A paz, a luz, a amizade e a cor,

Consigo visualizar todo o amor

Que possuis no teu quente coração.

Consigo imaginar a dádiva da tua mão

Espalhando para todos a felicidade

Da tua bela e generosa amizade.

Vejo que não existem pesares

No mar que vais velejando

Dia a dia com bons ares

E sempre procurando

A chegada a um qualquer cais

Com paz,  amor e amizade

Onde nunca será demais

Distribuires a felicidade.

Nesse olhar lindo e profundo

Com inabalável esperança

De criar um novo mundo

Pleno de real temperança

Assim vais tu pelo mundo

Pela terra,  pelo ar, pelo mar

Ensinando amor profundo

Com esse teu lindo olhar.



Maria Real

publicado por poesiaemrede às 15:34
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(59) Amor Harmonioso

Amor Harmonioso

 

Pedi ao vento, ao Sol, e as nuvens, três elementos da natureza que me ajudassem a levar até ti um pouco de mim e do meu amor. O vento disse-me que levaria a brisa suave aromatizada com o perfume do meu corpo para que quando ele passa-se sentisses o meu cheiro, e inebriada de desejo te lembrasses de mim. O sol, por sua vez, afirmou que levaria até ti um pouco do meu calor, para que ao sentires os seus raios a tocarem no teu corpo, te lembrasses das minhas carícias. Por sua vez, as nuvens declaram que passariam junto de ti, e lá do alto dos céus fariam cair uma leve e passageira chuva onde em cada gota poderias saborear os mais variados sabores que o meu corpo te dá. Enquanto agradecia, feliz, aos três elementos da natureza que me propuseram ajudar em tão árdua tarefa, apareceu um rouxinol que disse que se juntaria ao vento, ao sol, e as nuvens, e que através do seu belo canto iria te transmitir o quanto eu amo-te.

 

Bruno Amarante

publicado por poesiaemrede às 15:29
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(58) Amor ... dá me as tuas costas para eu poder descansar ...


Amor ... dá me as tuas costas para eu poder descansar ...

Os teus braços para neles me estender ...
A tua cabeça para nela me encostar ...
Os teus lábios para me aquecerem ...
Amor ... não escondas o desejo
Que te vai na alma adiante ...
Que eu sou aquela por quem esperas
Desfiando as bainhas do tempo ...
Porquê amor ... fechares em teu peito
Esse atito intenso ...
Se eu venho a ti vagarosa ... me dar a ti  contente ...
E se na negrura dos meus olhos entrares
Poderás descobrir então as léguas que caminhei
Para me pendurar no teu colo ... serena ...

Vede amor ... o tanto que te aceno ...

poema de : Leila


 

publicado por poesiaemrede às 15:23
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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007

(57) Essência

Essência

Paro.
Penso.
Observo.
Ouço.
Permanece o constrangedor silêncio.
Espero novamente.
Aguardo.
Fico impaciente.
Tento apurar todos os meus sentidos,
Não resulta!
Apenas distingo um barulho de outros tantos,
Um som inigualável, incomparável,
O bater do meu coração quando estás perto de mim!

Não te consigo tirar do pensamento,
Nem que queira mesmo por um momento,
Desde que te encontrei que deu para perceber,
Que apenas nasci para te pertencer!

Jorge Silva
publicado por poesiaemrede às 18:06
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(56) Não sei como apareces de repente

Não sei como apareces de repente

atrás de qualquer coisa tão comum.

Fantasma, vens do nada, do nenhum,

assombras-me dum modo diferente.

 

Não sei qual a magia que tu usas

que põe a minha vida assim presa.

Não sei como me apanhas de surpresa

e tornas-te a maior das minhas musas.

 

Não sei como te fazes nevoeiro

opaco, envolvente, sorrateiro,

que tento abraçar mas não agarro.

 

Nem sei porque feitiço ou que arte

consigo facilmente imaginar-te

no fumo que se solta do cigarro.

 

ASS. Domingos do Carmo

publicado por poesiaemrede às 15:02
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(55) Voltar a cair em ti?

Voltar a cair em ti?

Deixei tudo para trás,
Desarrumei as malas.
Com as ideias organizadas,
Deslizei para ti.

Envolvi num sorriso
Nesse teu jeito suave de ser.
Deixei-me levar,
Pois só contigo sei viver.

Encontrei-te no teu mundo,
Um mundo que tu desenhas,
pintas à tua maneira
e eu quero estar num prateleira.

Encantei-me com o teu sublime olhar,
O que me faz apreciar a beleza do teu estar,
A suavidade dos teus lábios
E a pureza do teu sonhar.

Sim, por ti, eu me apaixonei.
Senti necessidade de te voltar a ver,
De te ter nos meus braços
Para sentir o amor a renascer.

A imensidão e a beleza de tudo de ti,
Faz-me sentir o homem mais realizado do mundo
E faz-me acreditar que a minha vida és tu.
Neste mundo eu e tu, somo um.


                               Tó-Zé

publicado por poesiaemrede às 14:56
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(54) Amar-te-ei...

Amar-te-ei...

 

Corre-me nas veias,

Confesso!

Esta forma subtil

Este desejo

Esta vontade.

Contesto!

Essa necessidade

Que a minha nudez, anseia

 Na sombra do teu rosto.

Arremesso!

Os gemidos de prazer

Que calo em mim,

Através do teu beijo.

O beijo que adultera

Que me engana...

Menosprezo!

Qualquer tormento

Vem!

Procura,

Esta impudica

Que te chama...

 

 Conceição Bernardino

publicado por poesiaemrede às 14:44
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